Uma História de Talento

Esta história começou para 37 jornalistas no dia 7 de fevereiro de 2011 e não tem previsão de acabar!
Uma "História Viva" que se construiu a cada dia, sempre vai deixar saudade e reuniu num mesmo endereço da rua Pedro Ivo, no centro de Curitiba, o eco de sotaques vindos do interior do Estado, Santa Catarina, São Paulo, Pará, Amapá, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Estes são os Talentos Jornalismo GRPCOM 2011

sexta-feira, 30 de março de 2012

Perfil de Talento – Sandro Graciano

Sandro Graciano foi um dos talentos que participou do curso de reportagem cinematográfica do Talento Jornalismo 2011. Discrição e vontade de conhecer outros colegas foram as características que marcaram esse jornalista ao longo do trainee.

Graciano conta da infância ao lado dos avôs e revela que já teve uma banda nesta entrevista realizada por e-mail.

É com alegria que recebemos Sandro no palco do Jornalistas de Talento.

Porque você escolheu ser jornalista?
Quase me formei em sistemas de informação (SI), porém odiava programação e no fim das contas tranquei o curso no início do terceiro ano. Muitos falaram que eu era louco, mas independente de não ter me graduado nessa área o importante foi o conhecimento adquirido e as amizades conquistadas. Nada nessa vida é inválido, sempre procuro tirar o melhor proveito das experiências que tenho. Quando eu estava para reabrir o curso de SI, parei por um momento e decidi que era melhor eu alçar outros voos. Foi aí que acabei caindo meio que de paraquedas no jornalismo. Tirando o piso da categoria o restante me deixou muito feliz. É uma área apaixonante.

Como foi a experiência na RPC TV?
A experiência na RPCTV/ÓTV foi super divertida e uma escola. Apesar de ter sido algo temporário, procurei aproveitar o máximo o tempo em que estive lá e, com toda certeza, profissionalmente agregou e muito. Ficaram novos amigos e dois grandes mestres: Alexander De Marco (Quinho) e Rubens Vandresen. Pena que acabou.

Conte sobre uma história da sua infância.
Quando criança morava com os meu avôs. Foi um infância feliz que deixaram ótimas recordações. Apesar de ser uma época em que tudo dava um baita trabalho, principalmente no colégio, pois não existia acesso a computadores e, muito menos, internet. Era tudo feito em papel almaço, resultando em muitos calos nos dedos de tanto escrever. Em casa, existiam muitos tipos de animais, pois minha família toda é vinda da roça e aqui na cidade “grande” cultivavam os velhos hábitos. Sempre íamos pescar e sempre encontrávamos algum bicho machucado ou filhotes perdidos. Os animais sempre voltavam para casa com a gente e lá ficavam até se recuperar. Era um mini zoológico. Brincadeiras mil: betes, carrinho de rolemã, raia (pipas), bolinha de gude, rabeira em caminhão e roubar fruta do vizinho. Era uma época muito inocente onde a “porrada” entre a piazada era no mano a mano e tudo era divertido. Muito diferente do que vemos hoje. Ah, sem falar que não existia a tecnologia tão difundida como é hoje. O primeiro computador que eu vi foi quando eu tinha 11 anos de idade, aquele AMIGA com uns joguinhos estilo Atari, mas que era a sensação do momento. É o tempo passa.



Um sonho
O principal sonho é o de uma humanidade mais consciente, longe de tanta violência e de tanto individualismo. Somos todos seres especiais de muito valor, porém o homem perdeu a sua essência e isso é muito triste.

Um segredo
Dizem que todos têm um segredo mas sinceramente não me vem nada a mente, se eu tenho deve ser um segredo tão secreto que nem eu sei.

Uma paixão
A vida. Viver é lindo. Nas simples coisas como o nascer do sol, a onda do mar ou a brisa no rosto. Estamos nesse mundo apenas de passagem, então não deixe de abraçar quem você ama. Vivamos o melhor de cada momento.

Sua música predileta e uns versos que te emocionam
Amo música. Até já tive uma banda e escuto quase tudo: reggae, hip hop, rock, metal, bossa, clássica. Não escuto de jeito algum sertanejo. nada contra, mas meu ouvido reclama pacas. Uma música que mexe comigo é Somewhere Over the Rainbow do Israel Kamakawiwo'ole. É uma poesia para a alma, perfeita.



Qual característica da sua personalidade você mais gosta?
Sou muito sincero não sei ficar de “joguinhos”. Ou é ou não é. Assim tudo fica mais simples.

Uma habilidade. Como descobriu ela?
Putz, uma habilidade... Habilidade manual não tenho nenhuma: sou péssimo em desenho e trabalhos manuais. Quando algo me interessa tenho facilidade em aprender: meio que autodidata. E com a quantidade de informação que temos acesso hoje em dia, só não se agiliza quem não quer.

Quais são seus principais gostos?
Amo o natural e adoro estar em contato com a natureza. O simples se torna grandioso. Adoro surfar, andar a cavalo, viajar sem rumo e chegar a lugares em que nunca estive, conhecendo pessoas e histórias de vida.



Qual a importância das imagens na sua vida?
Sempre tive tato para a coisa, desde pequeno gostava muito de fotografar. Sendo que em muitas fotos, eu nunca apareço, pois sempre fui o cara por trás das lentes. Sempre fui uma pessoa muito visual, sou péssimo em lembrar nomes, mas basta olhar a pessoa uma vez apenas para reconhecê-la, mesmo que tenha se passado muito tempo. Isso facilita e muito em vários sentidos.
A cinematografia foi despertada durante a graduação em jornalismo, no começo até apresentei alguns jornais e fui âncora no jornal da facul, mas quando chegou a minha vez de ser o cara do equipamento peguei gosto e a qualidade das imagens ficou absurdamente superior aos demais trabalhos apresentados. Então fiquei como o repórter cinematográfico da equipe, pois isso rendia melhores notas e todo mundo ficava feliz.

Como você espera o futuro?
Creio que o futuro é o que vivemos, mas claro que já fiz um zilhão de planos. Faz parte da natureza humana, mas hoje procuro viver algo mais simples: “menos é mais”. Não é legal viver sempre estressado em uma busca incessante sempre por mais condição financeira ou status. Claro, trabalhar é necessário, ainda mais que não nasci rico. Mas hoje busco simplesmente viver, aproveitar o máximo as pessoas que estão por perto, mesmo porque tudo aqui é relativo. Amanhã podemos não mais ter aquele abraço que estamos acostumados. Então viva as pessoas e viva a vida.

Uma mensagem para deixar para a posteridade e a prosperidade
Viver é simples, mas nossa raça tem a proeza de complicar tudo. A meta para muitos é o dinheiro e o poder e, por muito tempo, eu pensei assim também. Mas quando a ficha cai, vemos que existe algo bem maior e muito mais importante que isso tudo. Só basta querer enxergar. Ame as pessoas, os bichinhos e a natureza. Faça a diferença, por menor que ela pareça, e aproveite essa vida, pois somos passageiros.

Outras considerações que você desejar
Um super abraço a todos que viveram essa experiência “Trainee GRPCom” e parabéns a nossa turma. Com certeza, talento é o que não faltou nessa galerinha.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Perfil de Talento – Diego Ribeiro

Filho de jornalista, Diego Ribeiro conciliou as aulas do Talento Jornalismo com o trabalho na editoria Vida e Cidadania do jornal Gazeta do Povo. Curioso, determinado e objetivo são alguns adjetivos que descrevem este talento. Essas características foram desvendadas ao longo da entrevista concedida por e-mail.

Em suas reportagens policiais, Diego demonstra seu poder investigativo e sua busca por conhecimento.

É com prazer que o blog Jornalistas de Talento abre suas cortinas para Ribeiro.




Porque você escolheu ser jornalista?
Há alguns motivos para eu ter escolhido ser jornalista. O primeiro deles é o maior de todos: mudar o mundo para melhor. Pode parecer ingênuo querer algo tão grande, mas embora a profissão também ofereça frustrações, ainda trabalho com esse objetivo e acredito que serei sempre assim. Outro motivo, mais simples, é a curiosidade. Gosto de saber de tudo, coisa que é impossível. Por último, minha mãe é jornalista. Mas ela se decepcionou com a profissão e abandonou cedo o trabalho no jornalismo. Essa influência, certamente, tem a ver com minha formação.

Qual é a importância da Gazeta do Povo na sua vida? Conte um pouquinho da sua história no jornal .
A Gazeta do Povo (GP) tem uma importância no sentido de renovação na minha vida como jornalista. Eu já havia rodado em alguns lugares, como a Folha de Londrina e a CBN-SP. Quando entrei na GP, eu havia voltado de São Paulo há uma semana, em março de 2010. Eu estava um tanto decepcionado com a profissão. Foi quando logo de cara o jornal me deu a chance de fazer algumas grandes reportagens, como a matéria "CPI do Narcotráfico: 10 anos de impunidade". Fiquei meses nas varas criminais pesquisando como estavam os processos dos acusados de crimes na época dessa CPI. Mesmo como freelancer, acabei ganhando o prêmio de melhor reportagem do ano no concurso interno do jornal, ao lado da colega Aline Peres, que produziu todo material comigo. Foi quando resolvi fazer a prova do Talento Jornalismo. Passei, fiz o trainee e consegui ser contratado. Foi muito bom voltar para Curitiba e ter essa chance.

E a importância do trainee nesta relação com a Gazeta?
O trainee consolida a relação com o jornal. Toda preparação adquirida dentro do curso melhora meu entrosamento com o jornal. As aulas melhoraram muito minha capacidade de entendimento de como trabalhar dentro do jornalismo atual, já que os leitores hoje esperam cada vez mais qualidade das reportagens. Além disso, o trainee proporcionou novas amizades, ponto fundamental na vida de qualquer pessoa.

Conte sobre uma história da sua infância
Não há uma história publicável.



Um sonho
Sonho de Valsa e mudar o mundo.

Um segredo
Se é segredo não vou contar, obviamente.

Uma paixão
Se for um hobby, futebol. Na vida, minha namorada.

Sua música predileta e uns versos que te emocionam
Não tenho o hábito de ouvir música. Sobre os versos, todos que li geraram emoções diferentes. Não lembro de algum específico.

Qual característica da sua personalidade você mais gosta?
Teimosia. Teimosia gera muitas coisas, como determinação.

Uma habilidade. Como descobriu ela?
Cozinhar é uma habilidade. Descobri com a necessidade. Morar sozinho faz isso com você.

Quais são seus principais gostos?
Não entendi, mas gosto de comer muito. rs.

Como você espera o futuro?
Espero fazer parte dele e me adaptar a ele. Espero que seja melhor do que hoje.

Uma mensagem para deixar para a posteridade e a prosperidade
Não tenho essa pretensão.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Perfil de Talento - Gilson Garrett

O paranaense Gilson Garrett mistura alegria com inteligência, resultando em uma delícia de pessoa. Talvez seja, por isso, que esse talentoso jornalista encaixou super bem na editoria Bom Gourmet da Gazeta do Povo. Amante da palavra “sucesso” , ele acaba atraindo e construindo uma trajetória de glória.
Gilson é único e surpreendente! Acredite: ele já teve cabelos compridos e uma banda com uma única música.
“Rei das paixões”, Gilson também arrasa ao se autodefinir em um dos trechos desta entrevista concedida por e-mail. Ele conta sua história de forma super ilustrada.
Com serpentinas, confetes e purpurina, o blog Jornalistas de Talento recebe com orgulho nosso querido Gilson.



Porque você escolheu ser jornalista?
Na verdade esta história é bem engraçada porque eu SEMPRE fui ótimo em matemática, física, química e afins. Por outro lado ia super péssimo em português e redação. Minhas piores notas sempre eram nestas duas matérias ou em educação artística e física. Nisso você deve pensar, por quê não fez engenharia?? Por uma simples resposta: não trabalha diretamente com pessoas e eu sempre amei as pessoas, me relacionar, conhecer histórias, trocar ideias e ouvir opiniões diferentes. Além disso, sempre gostei muito de desafios, além de ter uma capacidade grande de memorização, qualidades essenciais para um jornalista. E para mim, escrever seria um enorme desafio. 
Conheci a profissão quando estava na sexta série, vi um Globo Repórter sobre o jornalismo e achei muito legal. Aí coloquei na cabeça, está aí, é isso que eu quero fazer, mas nunca soube exatamente o que um jornalista fazia. Na faculdade foi onde eu conheci 100% da profissão. Me apaixonei desde a primeira aula e sabia que estava no lugar certo. Hoje tenho cada vez mais certeza disso!
Com os pais
Conte sobre sua experiência na Gazeta?
Esta experiência está sendo única em toda a minha vida. Confesso que antes da Gazeta estava bem descontente com a profissão e até pensava em mudar de ramo. Já tinha experiência de 4 anos em assessoria e percebi que andava em círculos. Quando surgiu a oportunidade do trainee, agarrei com todas as forças. Estar lá é um sonho realizado. A cada dia levanto para ir até a Gazeta e não ao trabalho. Essa diferença é essencial para o resultado da minha produção e como eu encaro os desafios diários. Para mim, é uma grande brincadeira, mesmo com seriedade. Conheci um mundo jornalístico que parecia distante e se tornou realidade.
Chantilly de chantilly
E o Bom Gourmet?  
O Bom Gourmet me pegou totalmente de surpresa. Eu jamais imaginava que eu ia cair na primeira semana do rodízio prático do trainee na editoria. No começo fiquei pensando que iriam me apedrejar porque eu não tinha experiência alguma com jornalismo gastronômico. Mas como sempre gostei de desafios, peguei essa oportunidade com unhas e dentes e não largo mais. (risos)
Tenho a oportunidade de trabalhar com pessoas com muita experiência. Essas pessoas estimulam meu crescimento: Sabiam que eu não tinha muito conhecimento deste mundo, mas acreditaram na minha capacidade de aprender e. principalmente, na minha vontade.
Hoje posso dizer com toda a certeza que estou apaixonado pelo que faço e mais seguro quando vou para uma entrevista ou uma reunião de pauta. Sei que o que apreendi é 1% do que ainda posso apreender. Essa bagagem já faz toda a diferença. Minha expectativa é das melhores possíveis. Espaço para crescimento há e sempre vai ter, agora depende de ver o que o tempo vai dizer.
Karatê
Conte sobre uma história da sua infância.
Minha infância foi ótima! Nasci em uma cidadezinha chamada Bela Vista do Paraíso, no interior do Paraná, mas pouco me lembro dela. Moro em Curitiba desde os 5 anos de idade e fui o caçula de 4 filhos até os 18 anos, quando meu irmão mais novo chegou. Como o único menino, tive regalias dignas de rei. Sempre hiperativo e peralta, dei muito trabalho aos meus pais. Dois dos resultados estão na minha cara: um na bochecha, quando fui “vítima” aos 3 anos de idade da mordida do meu próprio cachorro e outra na testa quando bati na parede da casa da minha tia. Estava correndo, tropecei na cadeira e pimba: 5 pontos na testa!!!! Depois disso acalmei e fiquei quieto e CDF. Acho que é culpa da pancada na cabeça... (risos)
Um sonho
Muito deles, acredite se quiser, já foram realizados. Mas ainda falta conhecer New York, construir uma história, um legado, escrever um livro, casar (por quê não?), viajar para tantos outros lugares, a paz mundial (não quero ser miss), ver muita injustiça e preconceito acabar, o estado ser realmente laico. Enfim, se a gente parar de sonhar só porque realizou um sonho, a vida não tem sentido.
Um segredo
Se é segredo é segredo! Segredo de duas pessoas ou mais deixa de ser segredo!
Uma paixão
Uma só? Acho que sou meio rei das paixões. Me apaixono por muita gente e coisas. Digo não só a paixão sexual, o que também me apaixono fácil, mas a paixão pelo pai, mãe, irmãos, amigos, trabalho, platônicos e, claro, a Britney Spears!
Montagem realizada pelo talentoso Garrett


Sua música predileta e uns versos que te emocionam
Em relação a versos eu sou péssimo. Música predileta varia muito. Eu costumo brincar que tenho uma música para cada momento. No geral, gosto de músicas alegres e que estimulam meu dia. Aquela que atualmente tenho que ouvir mil vezes ao longo do dia é Commander da Kelly Rowland com o David Guetta. Acho que quero comandar algo, será? (risos)
Qual característica da sua personalidade você mais gosta?
Apesar de ser ariano, vivo de amor profundo, como diz a querida Daniela Mercury. (risos) Contrariando o signo também sou extremamente calmo, o que me ajuda em diversas situações. Acho que é essa caracterísca que eu mais gosto.
Uma habilidade. Como descobriu ela?
Cantar! Descobri a habilidade com o karaokê de casa e com uma banda que tive! Sim, tive uma banda e eu era o vocalista. Tinha bateria, baixo e duas guitarras. Durou cerca de 3 meses, fazíamos show de garagem na minha casa, mas infelizmente acabou. Motivo: só tínhamos uma música!
Quais são seus principais gostos?
Azul, Britney Spears, organização, música, filme, praia...
E sua experiência na França: como foi? o que mais gostou?
A passagem pela França foi única! Aconteceu de forma totalmente inesperada e achei que jamais sairia do país aos 20 anos. Foi uma grande lição que aprendi: quando você tem um sonho, corre atrás, ele se realiza. Passei cerca de um mês em uma cidade chama Compiègne, a 70 quilômetros de Paris, e a experiência me abriu os olhos para o mundo. Sabe quando você tem a sua rotina e acha que só aquilo existe e de repente tudo fica um grão de areia? Pois é, foi mais ou menos assim. Fui para estudar francês em um intercâmbio promovido pela PUC-PR. Era no último ano que eu podia participar e os escolhidos seriam por média das notas ao longo do curso. Fiquei em segundo lugar entre os 17 selecionados. Vi, conheci, comi, vivi o inusitado, o inesperado e o imprevisível. A maior lição que aprendi foi que por mais ideia que você tenha de algo ou lugar, nunca é a mesma coisa quando você conhece realmente, por isso, jamais julgue um livro pela capa e esteja aberto ao desconhecido, ele pode te surpreender e se tornar aquilo de melhor na sua vida. O que eu mais gostei? A Champs Élysées, a Torre Eiffel e as liquidações na rua Rivoli!
Como você espera o futuro?
Eu encaro o futuro numa boa. Na real, não penso muito nisso. Claro que planejo minha vida, mas deixo muitas coisas ao acaso. Vou buscando o caminho que quero, mas ao mesmo tempo me deixo levar pelos acontecimentos a minha volta e sempre me surpreendo. Meu único medo do futuro não é ficar velho, mas depender de alguém para fazer o trivial.
Uma mensagem para deixar para a posteridade e a prosperidade
Viva o hoje e aproveite cada oportunidade que lhe aparecer, mesmo que num primeiro momento lhe pareça estranho ou desconfortável. Com o passar do tempo vai perceber que foi a melhor escolha que fez!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Perfil de Talento - Fábio Cherubini

A receita de talento de Fábio Cherubini mistura dedicação com feedback. Fábio, após as aulas, sempre buscava um retorno dos mestres para ter uma direção no seu caminho de aprimoramento. A história desse jornalista passa pelos vizinhos Santa Catarina e Paraná.

Na Gazeta do Povo, Cherubini escreveu um tempo sobre tecnologia e economia. Logo depois, ele foi para o jovem caderno Gaz+. Em entrevista por e-mail, ele conta sobre experiências no trabalho com o público jovem, fala sobre seus gostos musicais e relembra como brincava na infância.

É com prazer que o blog Jornalistas de Talento abre sua cortina para o discreto e inteligente Fábio.


Porque você escolheu ser jornalista?
Escolhi ser jornalista lá pelos meus 13 anos, mais ou menos. Sempre gostei de ler gibis e revistas, e procurava o tempo todo acompanhar as novidades que saíam nos cinemas, na música e na televisão. Isso era o que me interessava na época e tinha vontade de trabalhar com isso. Sem contar que gostava bastante de escrever e era bom em redação.

Mas para ser bem sincero, uma coisa que me influenciou lá no começo era o fato de o jornalismo me parecer uma oportunidade de ganhar discos e entradas para shows de graça, além de poder viajar por aí e tratar a cada dia de um assunto diferente. Pode parecer engraçado – e é –, mas era bem assim que eu pensava... E isso sem considerar a ideia de que o jornalismo me livraria da monotonia dos escritórios.

Só que de lá para cá as coisas mudaram muito. Fui aumentando o meu interesse por outros temas e vendo que a profissão poderia trazer outras possibilidades de realização. Talvez pareça esquisito, mas tenho a sensação de que venho me tornando cada vez mais idealista, como se estivesse indo por um caminho inverso.

Sinceramente, acredito cada dia mais que nós, jornalistas, temos uma ferramenta muito forte nas mãos e que, por esse motivo, a nossa responsabilidade com a sociedade é bem grande. Penso muito nisso dentro e fora da redação, então procuro tratar ao máximo de temas que motivem entre os leitores o protagonismo, a auto-estima e o desejo de mudança. Não sou pessimista quanto ao presente ou ao futuro, mas acho que tem muita coisa errada no nosso mundo, e o papel que nós temos para melhorar as coisas é muito importante.

"Foto um pouco mais recente. Data de 2010, quando fui pro SWU, em Itu - o que explica o tamanho do telefone"

Como foi a experiência durante o trainee?
Poxa, foram tantos momentos, tantas emoções... Dentro do período em sala de aula (e lá se vai um ano!), o que mais me marcou foi a importância de valores como a persistência, a força de vontade, a perseverança e o esforço para alcançarmos as nossas conquistas, que são diárias. Além disso, foi muito gratificante ter participado do processo do trainee junto de gente tão talentosa. Acho que a nossa turma tinha ótimos profissionais e vejo bons horizontes para grande parte deles. Esse intercâmbio de ideias na turma e a relação de reciprocidade entre nós e os professores com certeza foram algumas das coisas que mais gostei naquele tempo.


Qual a importância do Gaz+ na sua vida?
O Gaz+ foi a segunda editoria em que fiquei por mais tempo dentro da Gazeta – a primeira foi a de Economia, com uma passagem de um mês. Desde julho fui contratado pelo caderno, que, até agora, está sendo uma oportunidade bem legal para mim. No Gaz, tenho bastante liberdade para sugerir pautas, escrever sobre vários assuntos – de tecnologia a música – e poder trabalhar o texto de um jeito mais solto. Tanto que não imagino outro lugar dentro do jornal em que não achariam esquisito escrever uma matéria sobre zumbis (!), o que de fato eu fiz logo na minha primeira semana de Gaz. Mas na verdade, acho que isso acaba sendo natural dentro caderno, já que ele é voltado para o público jovem.

Não fez ainda nem meio ano desde que fui contratado como repórter, mas já passei por experiências muito legais lá dentro. Pude conhecer o interior de Minas Gerais - uma região que sempre quis visitar -, assistir à Elza Soares e ao Jorge Ben Jor ao vivo, ir ao Criança Esperança e comer o salgadinho dos artistas, ver o show do Pearl Jam a trabalho e várias outras experiências.


Conte sobre uma história da sua infância.
Bom, essa não chega a ser bem uma história, mas quando era criança gostava muito de imaginar os meus próprios brinquedos. Era mais ou menos assim: em vez de brincar com robôs ou espadas, pegava o meu chinelo e imaginava que ele era alguma dessas coisas! No fim das contas, acho que isso era bom para mim, que alimentava a minha criatividade. E também para os meus pais, que gastavam pouco comigo. Para me divertir, nada que um chinelo e umas fitas de videogame não resolvessem...

"Já nessa eu estou dando um rolê com um dos meus carrinhos"
Um sonho
Conhecer o mundo.


Um segredo
Se eu contar vai deixar de ser segredo...

Uma paixão
Futebol... Brincadeira, essa foi a primeira coisa que me veio em mente. Gosto muito de música.

"Eu e a minha irmã, Vanessa, na praia, em algum momento perdido da nossa infância. Desde pequena, ela não largava de mim"
Sua música predileta e uns versos que te emocionam
Difícil de dizer. A cada semana escuto algo diferente – agora estou ouvindo dub, mas até semana passada o que tocava no meu MP3 era basicamente Hard Core clássico e Math Rock. Mas sem dúvida uma das músicas mais bonitas feitas até hoje, para mim, é a Ária na Corda Sol, de Johann Sebastian Bach. Gosto muito pelas diferentes sensações que passa, como se sentimentos dos mais distintos estivessem presentes nela: tristeza, amor, felicidade...

Quanto aos versos, não consigo lembrar de nenhum em especial, mas gosto muito do poema Ma Bohème, de Arthur Rimbaud, que não chega a ser bem uma música, mas está entre os meus versos favoritos. O poema é assim:

“Eu ia, os punhos nos meus bolsos furados;
Meu paletó também se tornava ideal;
Ia sob o céu, Musa! Eu te era leal;
Oh! lá lá! Quantos esplêndidos amores foram sonhados.

Minhas únicas calças tinham um largo remendo.
- Pequeno-Polegar sonhador, semeava na minha corrida
Rimas. A Ursa Maior me dava a acolhida.
- Minhas estrelas no céu sussurravam tremendo.

E eu as escutava, sentado à beira das estradas,
Nestas boas noites de setembro sentia gotas amadas
De orvalho na minha fronte, como de um vinho a canção;
Onde, rimando entre vultos fantásticos,

Como liras, eu puxava os elásticos
Dos meus sapatos feridos, um pé perto do meu coração!”

"Nessa foto eu apareço no colo da minha avó, Dinorá, curtindo um som em Tangará, cidade do Oeste de Santa Catarina. Deveria ser alguma coisa bem legal, provavelmente. No canto à direita está a minha tia, Jussara"

Fale um pouquinho sobre sua relação com o Paraná.
Foi no Paraná que eu nasci e vivi toda a minha vida. Gosto bastante do meu estado, mas ainda existem muitas cidades para conhecer. Até agora, a minha favorita é Curitiba, onde passei a infância e vivo nos dias de hoje. Daqui, gosto da Rua 15, do Largo da Ordem, do ônibus passando ao lado do cemitério da Água Verde, do brilho da água que sai do chafariz nos dias de sol, das feiras ao ar livre, das noites frias. Mas nem por isso não considero morar em outros lugares.

Qual característica da sua personalidade você mais gosta?
Perseverança.


Uma habilidade. Como descobriu ela?
Não sei, mas acho que sou bom em descobrir quais sabores de comida combinam entre si, como misturar palmito, champignon e provolone numa pizza ou sanduíche. Foi uma coisa que acabou surgindo naturalmente, já que não como carne e tenho que encontrar alternativas para manter a minha dieta vegetariana.


Quais são seus principais gostos
Gosto de ler, escrever, ouvir música, pensar, caminhar, sonhar, conversar, beber e sair com os meus amigos, conhecer novos lugares e pessoas, sentir a cidade. Sou uma pessoa bem urbana.


Um aprendizado especial de 2011:
Acredite em si mesmo e não crie grandes expectativas. Seja humilde: saiba do que você é capaz e até onde pode ir, e dê um passo de cada vez, nunca maior do que a própria perna. Para tudo tem o seu tempo.


Como você espera o futuro?
Melhor para todos.

"Essa foi tirada em agosto do ano passado. Só não ligue para o teto aparecendo"

Uma mensagem para deixar para a posteridade e a prosperidade:
Sejam insatisfeitos. Não achem que as coisas não podem ficar melhores, porque elas podem e devem. É só olhar a nossa volta e, principalmente, dentro de nós mesmos. Vivemos longe de um mundo ideal, com guerras, ódio, injustiça. Há muito trabalho pela frente para chegarmos ao ponto em que queremos, e o primeiro passo para isso é mudar a nós mesmos.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Perfil de Talento – Raquel Moraes

Raquel Moraes foi um dos talentos que mais se reinventou durante o trainee. Sempre sentada à frente, no lado esquerdo da sala, Raquel foi uma aluna dedicada em toda a parte teórica. Nos intervalos e almoços, andava em grupos e demonstrava sua alegria. Uma das marcas dessa talentosa é o sotaquinho, direto de Toledo, no Oeste do estado.
Atualmente, essa repórter linda enriquece a equipe da RPC TV Paranavaí.
Na entrevista abaixo, Raquel fala sobre teatro, viagem ao Egito e os desafios do trainee. É sempre uma delícia conversar com essa talentosa doce e transparente.
Com muita satisfação, o blog Jornalistas de Talento abre as cortinas pela primeira vez em 2012 para apresentar as histórias de Moraes.

Porque você escolheu ser jornalista?
Nunca consegui gostar de uma coisa só.  Queria algo em que eu pudesse estar sempre aprendendo. E, no jornalismo, é assim. Cada nova reportagem é um conhecimento a mais, mesmo que superficial.
Além disso, também carrego a ideia de que podemos fazer a diferença: não preciso mudar o mundo, mas se melhorar algo na comunidade que atuo, já me dou por satisfeita.
E, hoje, vejo que estou no caminho certo: não gosto de rotina e não gosto de trabalhar fechada em um escritório.  Gosto é de lidar com gente, da pressão do deadline, da adrelina do link, me divirto – quase sempre – com os empecilhos da rua. Não trocaria o calor de quase 40 graus nas ruas [em Paranavaí], pelo ar condicionado da redação!
Como foi a experiência do trainee?
Foi ótimo! As aulas teóricas foram puxadas, mas maravilhosas.  Ficaram as lembranças das poucas horas de sono, as pressões, o pavor do link na parte prática [risos] (literalmente, né?!).
Nossa... Hoje vejo como eu realmente precisava passar por tudo isso, porque aprendi muito sobre eu mesma. Para ser sincera, nunca me senti desafiada como no treino. Tanto o colégio, como a faculdade, sempre foi tudo tranquilo. O treino exigiu de mim o lado profissional, mas também muito do psicológico, posso dizer que sai fortalecida.  E claro, isso tudo teve a mãozinha de amigos que jamais vou esquecer. Aliás, esse foi um grande presente do treino, as amizades que permanecem.


Conte sobre o trabalho em Paranavaí.
Quando fui chamada para fazer o teste na última semana do treino já fiquei hiper feliz! E quando me ligaram propondo a vaga em Paranavaí, aceitei na hora... Realmente, como disse, várias vezes, eu gosto do interior. E outra, tenho total percepção de quanto tenho que ralar ainda, para ser a profissional que quero. E nada melhor do que começar em um lugar pequeno.  Toda a equipe me recebeu muito bem. Mas a ficha caiu mesmo quando entrei no carro da emissora no primeiro dia (4/7). Uma coisa é o treino. Outra é entrar naquele carro, olhar para o lado e ver que você não está acompanhando um repórter. Você é a repórter! Comentei isso com o cinegrafista e o auxiliar, e foi o suficiente para descontrair... Aliás, eu sou realmente uma pessoa de sorte, tenho uma equipe maravilhosa, gente que, como eu, gosta de ser feliz, não reclama de qualquer coisa, nem faz cara feia. Gosta do que faz. Aprendi e aprendo muito com eles. Realmente trabalhamos em equipe, trocando ideias sobre tudo. E isso com certeza foi e é muito importante para mim.  Passei a virada [2011/2012] de plantão, mas não dá para reclamar. Virei o ano fazendo a melhor coisa que me aconteceu esse ano! Uma curiosidade: O meu primeiro VT era sobre um padre bem velhinho que tinha uma história de milagre. Enfim, ele desistiu de falar: estava doente e fraco. Ou seja, minha primeira pauta: CAIU! [risos] Mas sabe o que aconteceu?!  O padre pediu para orarmos com ele, acredita? Demos as mãos, rezamos com ele e ele abençoou a equipe.
Conte sobre uma história da sua infância.
Bom, segundo meus pais, eu sempre fui uma tagarela, desde que aprendi a primeira palavra (que não foi papai, nem mamãe, foi batata [risos] não nego a descendência alemã).
Nasci e cresci em Toledo, sempre morando na mesma casa. Ahhhh... O que mais me lembro da infância mesmo era como eu era medrosa. Não podia ficar sozinha no escuro. Adorava ver o desenho do X-Men, mas durante a noite, sonhava com o Apocalíptica vindo me atacar... Chegava a dormir toda coberta mesmo no verão. Morrendo de calor, por achar que estava mais segura, qualquer barulho era motivo para espanto. Ainda bem que isso sumiu na adolescência...
Não tenho o que reclamar da minha infância. Tive a sorte de ter uma mãe que me deixava me sujar, subir em árvore, arrastar móveis pela casa para brincar, tirar as panelas da dispensa. Temos uma chácara também, então nas férias íamos para lá, eu dava comida para os animais, tomava banho de rio,  era divertido... Conheci shopping aos 12 anos.

Um sonho
Bem, tenho uma lista enorme de desejos para realizar. Mas sonho mesmo... acho que é daqui alguns bons e longos anos formar uma família unida, assim como meus pais conseguiram, porque vejo que isso é cada vez mais raro... E é a maior riqueza que tenho.



Um segredo
Hmm...sei lá... falo demais, acho que nem tenho segredos.


Uma paixão
Arte! Teatro, música, dança...  O q for! A arte faz as pessoas mais sensíveis ao que acontece ao redor. Mas mesmo que não tenha fim social algum, a arte deixa o mundo mais belo! Alguém dúvida? É só ver o que Vik Muniz faz com o lixo...


Sua música predileta e uns versos que te emocionam
A não tenho música predileta. Tem músicas que gosto só pelo instrumental mesmo, não pela poesia. Mas uma que me vem agora na cabeça é do Renato Russo, aquela que tem um trecho assim: “Se você quiser alguém em quem confiar /Confie em si mesmo / Quem acredita sempre alcança!”
Tive um grande amigo com uma voz maravilhosa que cantava muito bem essa música.


Qual característica da sua personalidade você mais gosta
Persistência. Desde criança ouvi do meu pai: “ou assume, ou some”.  Ou seja, se é para fazer algo que seja para dar o seu melhor, sempre.
Ahhh tem outra: eu sou feliz! [risos] Raramente alguém vai me ver de mau humor e estragando o dia dos outros.  Realmente não gosto de gente mal humorada.


Quais são seus principais gostos?
Bom... lá vai: sorvete, chimarrão, jump (ficar pulando naquela mini cama elástica... hahaha adoro!), natureza, U2, viajar, ler e música.


E o teatro? Como surgiu na sua vida? E o que representa para você?Apesar de falar bastante quando criança, na adolescência eu era quietinha e resolvi, com 12 anos, fazer teatro. Aprendi muito: enfrentar a plateia, trabalhar em equipe e valores como responsabilidade, disciplina, a ser pró-ativa. Jamais imaginei que o teatro me levaria tão longe. Realizei um dos itens da minha básica “lista de sonhos”: conheci o Egito em 2008, quando fui com o grupo de Toledo apresentar no XX Festival Internacional de Teatro do Cairo. Experiência única. 

E depois fui para Curitiba, e não parei... Entrei para o grupo da PUC e fiquei duas temporadas em cartaz com Miguilim. Peça que alguns colegas gente boa [risos] foram ver!


Como você espera o futuro?
Espero continuar feliz: me realizando a cada dia com o que eu faço e com as pessoas a minha volta. O que é nosso está reservado. É só se dedicar e acreditar.


Uma mensagem para deixar para a posteridade e a prosperidade
Tem uma frase linda:“Seja você a mudança que quer ver no mundo” (Gandhi).  Muitas vezes nos pegamos criticando atitude dos outros, reclamando dos problemas do mundo, mas não fazemos nada para mudar o que temos de ruim. Todas as pessoas têm algo para melhorar, mas é preciso dedicação e persistência. Gosto de lembrar dessa frase para não cair na hipocrisia: Como vou cobrar do outro se eu não dou conta de mudar o que só depende de mim?
Quer ver as pessoas mais educadas, sem preconceitos, mais determinadas, politizadas, pró-ativas?! Comece por você.
Outras considerações que você desejar
Quero agradecer a todos os colegas pelo tempo que passamos juntos, pela força e o carinho. 2011 foi um ano espetacular

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Perfil de Talento - Juliane Massaoka

Nossa talento-aniversariante é inteligente, doce e receptiva. Tem uns olhinhos puxadinhos...
Descendência nipônica e polonesa, mas com um sotaquinho francês. Uma mistura bem paranaense. Juliane Massaoka é a estrela deste perfil. Cheia de expectativas para um 2012 maravilhoso, nossa convidada para estar no palco do Jornalistas de Talento tem várias características de esperança e pensamentos positivos, inspiradores para o final de ano.
Essa talento respondeu o questionário via mail duas vezes. Isso mostra o empenho dessa jornalista, que confessou que dar entrevista é definitivamente mais complicado que fazer. Massaoka também é versátil: fez parte da turma que treinou na RPC TV, mas há mais de dois meses faz bonito no caderno Vida Universitária da Gazeta do Povo.
Juliane vai começar 2012 passeando pela França e com um novo desafio profissional: o Curso Abril. Boa sorte, Ju! Leve sua delicadeza e dedicação para encantar aqueles que conhecer no seu novo caminho. Nós talentosos colegas estaremos torcendo sempre por você.


Porque você escolheu ser jornalista?
Não sei ao certo quando escolhi essa profissão. Mas o que eu me lembro é de sempre me imaginar jornalista quando pensava no que queria ser quando crescesse. Acho que foi um pouco natural, sempre fui muito curiosa. Gostava também de histórias e de saber o porquê de tudo.
Depois a decisão foi amadurecendo e eu vi no jornalismo uma possibilidade de transformação social. Sempre acreditei que a informação e, principalmente, a comunicação são fundamentais para uma sociedade melhor.
Bem pequeninha

Como foi a experiência na RPC TV?
Foi maravilhosa. Uma oportunidade incrível e que valeu muito a pena. Lá tive contato com alguns dos melhores profissionais do jornalismo televisivo do Paraná, aprendi muito sobre o que ocorre nos bastidores, sobre todo o trabalho de produção e cuidados para colocar um jornal no ar. Além de toda a formação "técnica" (voz, imagem, texto) ficou a lição de que televisão é trabalho de equipe. Não se faz nada sozinho, cada um que participa tem extrema importância no resultado final. Como tínhamos que colocar um jornal no ar diariamente, viramos um verdadeiro time. A equipe de trainees se envolveu muito, todos faziam o máximo para conseguir o melhor resultado e pudemos contar com a experiência de alguns profissionais da empresa, que se esforçaram para fazer as melhores imagens, arranjaram tempo para elaborar infográficos e nos auxiliaram com reportagem, edição e apresentação. Ser avaliado diariamente também é muito positivo, pois das críticas surge a motivação para crescer e um norte para saber onde se esforçar mais. Assim, entendemos o que deve ser melhorado.
Fora essa questão do desenvolvimento profissional, estar dentro da maior rede de televisão do estado dá a real dimensão da importância desse veículo de comunicação. A televisão atinge um público muito grande e significa muito para este público. É incrível a quantidade de e-mails de gente que deposita na televisão a confiança em resolver seus problemas, que procura a televisão antes mesmo de algum representante do Governo. A forma como a maior parte da população trata os repórteres na rua, muitas vezes abrindo as portas da própria casa, é emocionante. Vivenciar isso nos torna ainda mais conscientes sobre a importância e a responsabilidade de se fazer jornalismo.
E como está sendo trabalhar com impresso na Gazeta do Povo? Está gostando?
Entrei na Gazeta em outubro e está sendo muito bom. Nunca tinha feito jornalismo impresso antes, então é bem desafiador. Fui super bem recebida por uma equipe ótima que me ajuda muito sempre e escrevo para o núcleo de Educação, que é um tema que gosto e considero importantíssimo. Aqui o ritmo é bem diferente da TV, o que eu estranhei um pouco. Por exemplo, quando o repórter recebe uma pauta na TV já vem com os nomes de todos os entrevistados, horários e locais de entrevista marcados. No jornal impresso não. Quem faz toda essa produção é o próprio repórter, o que dá um trabalho extra, mas é bem legal, pois permite mais autonomia nas matérias.
Formatura do Jardim III

Conte sobre uma história da sua infância.
Eu era uma criança bem certinha, meio nerd - como a maioria dos japas. Mas teve uma vez que eu causei uma certa confusão no colégio. Sem querer, claro! Estudava no Bom Jesus - como a maioria dos japas de Curitiba - e fui passar o recreio na capela, que na época ficava em outro bloco, um pouco afastado das salas de aula. Eu e mais duas amigas ficamos lá naquele lugar com cheiro de "solenidade" explorando tudo o que tinha. Vestes dos padres, sinos e imagens. Até que achamos um pacotinho com umas bolachinhas brancas e resolvemos experimentar. Elas eram horríveis, não tinham gosto de nada, o que fez a gente ficar com uma certa pena dos padres, de terem que comer aquilo. Enfim, continuamos lá um tempão falando mal das tais das bolachas (que um tempo depois descobriríamos se tratarem de hóstias) e mexendo em tudo.
Enquanto isso, o resto do colégio estava desesperado procurando pelas crianças desaparecidas, todos os seguranças tinham sido mobilizados para fazer um pente-fino no prédio e a polícia já tinha sido avisada. Mais um pouco eles iam considerar a hipótese de seqüestro, já que não passou pela cabeça de ninguém que uma criança com tantas estrelinhas no quadro da parede pudesse transgredir alguma norma. De fato, não foi de propósito, mas na capela não dava para escutar o sinal que marcava o fim do recreio e foi o maior bafafá quando descobriram a gente lá.
Apresentação de ballet no Teatro Guaíra
Conte histórias da sua família e fale sobre sua relação com o Japão e o mundo.
Sou descendente de japoneses por parte de mãe e de poloneses por parte de pai. O pai da minha mãe é japonês de verdade, nasceu lá e se mudou para o Brasil com uns cinco anos. Já a minha avó nasceu no Brasil um pouco depois de a família dela desembarcar em São Paulo. Eles vieram pra cá no começo da década de 30, com a mesma intenção da maioria dos imigrantes: melhorar de vida e voltar para o Japão. Por isso, durante a juventude não se preocuparam muito em "se misturar" com os brasileiros e, pelo que minha mãe conta, minha vó foi aprender a falar português depois de casada. Quando a minha mãe era nova, eles tinham as tradições japonesas bem fortes, todos os meus tios faziam aulas de japonês, o que gerava um certo preconceito dos coleguinhas. Depois, quando minha mãe casou com um brasileiro foi outra novela, ela foi praticamente deserdada.
Acho que por essas experiências ela preferiu que a minha educação e do meu irmão passasse longe de tudo isso. Meu irmão ainda fez umas aulas de japonês, mas quando eu era pequena, nem me considerava japonesa, não me enxergava assim. Depois, com o tempo e com o contato com meus avôs fui me interessando pela cultura, pela língua e, principalmente, pela culinária. E ao mesmo tempo meus avôs foram se "abrasileirando".  Então, hoje em dia, é tudo misturado. Até estudei dois anos de japonês, mas no último ano de faculdade não consegui conciliar e larguei. Ainda pretendo voltar a estudar e um dia ir para o Japão, conhecer o local e onde veio a minha família e, quem sabe, achar uns parentes por lá, mas só para turistar mesmo.
Quanto à parte polonesa não sei muito. Sei que a maior parte da família morava na Lapa, na região metropolitana de Curitiba - onde tem muitos polacos - e acho que meu avô paterno (ou talvez o bisavô) era polonês da Polônia mesmo. Mas como meus pais se separaram quando eu era bem nova e nunca mais tive contato com meu pai, perdi esse vínculo com o lado polaco da família.
Sobre a minha relação com o mundo, vou fazer minha primeira viagem internacional em janeiro! Vou passar o reveillon no avião e desembarcar em Paris para um curso de um mês, estou muito feliz e empolgada com a viagem.
Um sonho
Viajar pelo mundo.
Um segredo
Só uso os dedos indicadores pra digitar e olho para o teclado procurando as letras. Cato milho mesmo.
Uma paixão
A vida.
Sua música predileta e uns versos que te emocionam
Gosto muito de Chico Buarque, Los Hermanos, Strokes e U2. Vi que no blog várias pessoas responderam com músicas que gosto, então vou dizer uma que ninguém falou ainda: Can you read my mind, do The Killers. Não sou muito de ler poesia, mas uns versos bonitos são estes do Leminski: 'isso de querer/ser exatamente aquilo/que a gente é/ainda vai/nos levar além.'
Qual característica da sua personalidade você mais gosta?
O bom humor.
Como você espera o futuro?
Que seja lindo.
Aniversário de 6 anos
Uma mensagem para deixar para a posteridade e a prosperidade
Não sei quem é o verdadeiro autor desta frase, mas acredito muito que "devemos ser a mudança que queremos ver no mundo". É possível aprender com cada experiência, boa ou ruim, e conforme amadurecemos, torna-se mais capaz de se colocar no lugar do outro e compreender melhor as situações. Mas isso só tem valor a partir do momento em que resolvemos agir para tornar as coisas melhores.
Outras considerações que você desejar
Há alguns dias recebi a notícia de que fui aprovada no processo seletivo do Curso Abril de Jornalismo. Estou muito feliz e tenho certeza de que a participação no Talento Jornalismo GRPCom - com todos os colegas, professores e profissionais que já faziam parte da empresa - foi essencial para essa conquista. Os quatro meses de trainee foram maravilhosos e agradeço muito por ter conhecido cada um de vocês e por tudo o que a gente aprendeu juntos nesse período.
Agora é esperar que 2012 seja tão bom quanto, com a viagem para França e depois direto para Abril, em São Paulo.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Perfil de Talento - Guilherme Larsen

Guilherme Larsen pode ser um garoto a cantar funk. Mas essa é só uma breve impressão.
Ao conversar com ele e tornar amigo (o que não é difícil de acontecer), muitos outros Guilhermes vão sendo revelados. Dinâmico e divertido, Guilherme surpreende. Guilherme é pura alegria de criança com algumas pitadas de seriedade de adulto. É uma mistura autêntica e múltipla. E surpreende justamente por essa autenticidade. A alma leve é herança do menino espivetado.
Em entrevista online, ele conta seu novo desafio: sair da casa dos pais em Curitiba e trabalhar como produtor na RPC TV – Guarapuava, no centro-sul do Paraná. Ele fala da sua relação com a família e o jornalismo e comenta sobre algumas travessuras de menino.
“Vamos que vamos”, Guilherme, hoje o palco do Jornalistas de Talento é um Lego todinho seu.

Porque você escolheu ser jornalista?
Bom, essa pergunta não é muito difícil de responder. Apesar de ter começado por outro caminho. Cursei primeiro Administração de Empresas na PUC em 2004. Totalmente por não ter ideia alguma de que curso fazer. Logo no primeiro mês do curso veio aquela pergunta na cabeça: “O que que eu estou fazendo neste curso?”. Resolvi mudar. E decidi fazer jornalismo pelo exemplo que tive dentro de casa: Pai e mãe jornalistas. Minha mãe não atua mais na área, mas o papai, sim. E ele não larga o osso do que faz de jeito nenhum. È apaixonado pela profissão.
Aqui cabe um parênteses. Desde criancinha, tanto eu, como o meu irmão, éramos figuras presentes nos trabalhos do papai. Seja em redação de jornal, televisão ou assessoria de imprensa. Tenho muitas lembranças desta época. E sempre gostei de acompanhar ele no trabalho. Então foi mais ou menos por aí que comecei no jornalismo. 
Mãe e pai

Como foi a experiência na RPC TV?
Após quase seis meses do término do nosso trainee, agradeço muito a oportunidade que toda a nossa turma teve. Tivemos nossos percalços, claro. Mas valeu demais. E eu sempre gostei de conviver com gente diferente, de lugares diferentes. Isso é muito enriquecedor. A impressão nesse tempo de convivência com toda a turma é de que cada um tem uma personalidade muito forte. Cada um do seu jeito, estilo, com suas ideias, enfim. Talvez seja isso mesmo que o jornalismo precise: pessoas diferentes, nada da mesma coisa sempre.
Confesso que, antes do treino, nunca tive experiência em televisão, além da faculdade. Foi um mundo diferente para mim, mas gostei. E bastante. Agora vem um novo desafio pela frente. Vou passar um tempo na produção da RPC TV em Guarapuava. Estou muito contente e ansioso. E, como não poderia faltar, vamos que vamos, pessoal...
Conte sobre uma história da sua infância.
Que coisa linda que foi minha infância! Eu era um garoto “espivetado” (como me chama um jornalista das antigas aqui do Paraná). Não parava muito quieto em casa. Minha mãe e meu pai sempre me perdiam e ficavam loucos me procurando pelo bairro. Atravessava a rua sem olhar. Daí meus pais sabiam das minhas peripécias e davam umas palmadas em mim. Não que hoje muita coisa tenha mudado, mas pelo menos palmada na bunda não levei mais...
Minha grande paixão de infância sempre foi o brinquedo Lego. E ainda é. Guardo todos. Sonho em ver meus filhos brincando pela minha casa com eles. Não fui muito chegado em vídeo-game. Totalmente ao contrário do meu irmão. E desde pequenininho sempre gostei de música. Aos dez anos, meu irmão me apresentou a banda Sublime. E até hoje é a minha banda predileta. E não abro mão disso.
Bom, uma história que me marcou muito é uma passagem bem dolorosa. Eu tinha uma Caloi Cross vermelha. Isso com uns 6, 7 anos de idade. Sensacional a bicicleta. E o que era bom nela é que ela era bem pesada para pedalar, então ninguém queria ela. Pronto, ninguém me incomodava com isso. Mas enfim, vamos para a história. Toda a turma brincando de bicicleta na rua. Só crianças. Fomos entrar na garagem do meu prédio antigo, que era uma descida com o portão no final da descida. (entenderam?) Todo muito entrou e eu fui o último. Só que quando comecei a descer, o portão estava fechando, não ia dar tempo. Usei o freio, mesmo assim não ia segurar e senti que ia bater no portão. A primeira coisa que eu fiz foi botar meus pés no chão para frear mais. Só que eu estava de havaianas. (Lembram daquelas havaianas azul clara e branca, bem de pescador? Então...essa mesmo). Resultado: As havaianas arrebentaram e raspei meus dois pés no asfalto da entrada da garagem. Os pés ficaram em carne viva. Quase uma semana sem sair da cama por não conseguir andar. Lindo, né?
O mais alto: segundo da esquerda para direita

Um sonho
Tenho três. O primeiro é um sonho que todo mundo tem, claro. Ter uma vida tranquila com família e filhos. Sei que alguns de vocês se espantarão em o Guilherme Larsen falar de família e filhos, mas penso muito nisso. Não agora, claro. Cada coisa no seu tempo.
Segundo é subir o Cerro Aconcágua. Sempre gostei de montanhismo e escalada. Então esse é um objetivo que vou cumprir com a mais absoluta certeza. Me enfiar por um mês ao redor daqueles cerros e me sentir mais vivo ainda, que é assim que me sinto na montanha. E escutando a música Society do Eddie Vedder.
E o terceiro é me aposentar em uma chácara com vista para a Serra do Mar, onde eu possa acordar, abrir a sacada do meu quarto e ficar olhando a Serra da minha cama. Pronto! Não preciso de mais nada.
Nas alturas
Uma paixão
Pai e mãe. Mesmo depois de tudo que já passamos. Além dos meus amigos, cachorro, minhas histórias, e é isso...
Sua música predileta e uns versos que te emocionam
What I Got – do Sublime, óbvio…O verso que mais me emociona nessa música é o refrão mesmo. “Lovin´ is what I got, I said remember be that”... Precisa mais do que isso?
Ah, também gosto muito de um do Mário Quintana: “Minha vida pessoal não interessa nem a mim mesmo, quem dirá aos outros”. Bacana, né?
Qual característica da sua personalidade você mais gosta?
Não ter medo de arriscar. Demorei pra chegar nesse ponto. Por incrível que pareça, eu era muito tímido em certas ocasiões. Hoje sou muito menos, graças a Deus. Venci um pouco isso dando a cara a bater mesmo. Ué, pra que perder tempo? Ficar na dúvida? Não... Prefiro participar do show da minha vida do que ser um mero espectador.
Uma habilidade. Como descobriu ela?
Se virar em ocasiões diferentes. Aprendi isso morando fora algumas vezes. Mundo diferente, pessoas diferentes... e se vira nos 30... não é fácil, mas não é impossível. Tem que ter um controle da sua mente muito grande para não surtar. Talvez eu tenha surtado, não sei, mas venci nesse quesito.
Quais são seus principais gostos?
Música, praia (mesmo não sendo surfista), montanha, violão, leitura. E não dispenso um bom arroz, feijão carioquinha, bife à milanesa e batata frita. E a cervejinha, né, povo?! Faz parte do repertório.
Churrasco dos trainees organizado por Guilherme

 Fale um pouquinho da sua relação com Curitiba e Paraná
Melhor lugar do Brasil. A gente reclama daqui. Mas é só ir para outras cidades que já notamos a diferença. E o curitibano tem orgulho disso. O que eu gosto do Estado do Paraná é viajar de carro por ele. Tem cada canto que é maravilhoso. Principalmente ao entardecer ...Conheçam o CanyonGuartelá. Conheçam o Pico Paraná. Lugares do nosso lado e que ninguém dá bola, infelizmente.
Como você espera o futuro?
De muita luta, pedras no caminho, mas tem felicidade grande vindo por aí. Sempre bom pensar positivo, não é?
Uma mensagem para deixar para a posteridade e a prosperidade
Como diria Freddie Mercury, Show Must go On.... sempre, pessoal…o show tem que continuar. Não parem, nunca. Não se acomodem Vamos para frente... Sucesso para todos!
Outras considerações que você desejar
Valeu por conhecer todos vocês. E, mesmo com a turma separada, acredito que com o tempo as pessoas se encontram aí nos caminhos da vida. Podem apostar.