Uma História de Talento

Esta história começou para 37 jornalistas no dia 7 de fevereiro de 2011 e não tem previsão de acabar!
Uma "História Viva" que se construiu a cada dia, sempre vai deixar saudade e reuniu num mesmo endereço da rua Pedro Ivo, no centro de Curitiba, o eco de sotaques vindos do interior do Estado, Santa Catarina, São Paulo, Pará, Amapá, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Estes são os Talentos Jornalismo GRPCOM 2011

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Perfil de Talento - Guilherme Larsen

Guilherme Larsen pode ser um garoto a cantar funk. Mas essa é só uma breve impressão.
Ao conversar com ele e tornar amigo (o que não é difícil de acontecer), muitos outros Guilhermes vão sendo revelados. Dinâmico e divertido, Guilherme surpreende. Guilherme é pura alegria de criança com algumas pitadas de seriedade de adulto. É uma mistura autêntica e múltipla. E surpreende justamente por essa autenticidade. A alma leve é herança do menino espivetado.
Em entrevista online, ele conta seu novo desafio: sair da casa dos pais em Curitiba e trabalhar como produtor na RPC TV – Guarapuava, no centro-sul do Paraná. Ele fala da sua relação com a família e o jornalismo e comenta sobre algumas travessuras de menino.
“Vamos que vamos”, Guilherme, hoje o palco do Jornalistas de Talento é um Lego todinho seu.

Porque você escolheu ser jornalista?
Bom, essa pergunta não é muito difícil de responder. Apesar de ter começado por outro caminho. Cursei primeiro Administração de Empresas na PUC em 2004. Totalmente por não ter ideia alguma de que curso fazer. Logo no primeiro mês do curso veio aquela pergunta na cabeça: “O que que eu estou fazendo neste curso?”. Resolvi mudar. E decidi fazer jornalismo pelo exemplo que tive dentro de casa: Pai e mãe jornalistas. Minha mãe não atua mais na área, mas o papai, sim. E ele não larga o osso do que faz de jeito nenhum. È apaixonado pela profissão.
Aqui cabe um parênteses. Desde criancinha, tanto eu, como o meu irmão, éramos figuras presentes nos trabalhos do papai. Seja em redação de jornal, televisão ou assessoria de imprensa. Tenho muitas lembranças desta época. E sempre gostei de acompanhar ele no trabalho. Então foi mais ou menos por aí que comecei no jornalismo. 
Mãe e pai

Como foi a experiência na RPC TV?
Após quase seis meses do término do nosso trainee, agradeço muito a oportunidade que toda a nossa turma teve. Tivemos nossos percalços, claro. Mas valeu demais. E eu sempre gostei de conviver com gente diferente, de lugares diferentes. Isso é muito enriquecedor. A impressão nesse tempo de convivência com toda a turma é de que cada um tem uma personalidade muito forte. Cada um do seu jeito, estilo, com suas ideias, enfim. Talvez seja isso mesmo que o jornalismo precise: pessoas diferentes, nada da mesma coisa sempre.
Confesso que, antes do treino, nunca tive experiência em televisão, além da faculdade. Foi um mundo diferente para mim, mas gostei. E bastante. Agora vem um novo desafio pela frente. Vou passar um tempo na produção da RPC TV em Guarapuava. Estou muito contente e ansioso. E, como não poderia faltar, vamos que vamos, pessoal...
Conte sobre uma história da sua infância.
Que coisa linda que foi minha infância! Eu era um garoto “espivetado” (como me chama um jornalista das antigas aqui do Paraná). Não parava muito quieto em casa. Minha mãe e meu pai sempre me perdiam e ficavam loucos me procurando pelo bairro. Atravessava a rua sem olhar. Daí meus pais sabiam das minhas peripécias e davam umas palmadas em mim. Não que hoje muita coisa tenha mudado, mas pelo menos palmada na bunda não levei mais...
Minha grande paixão de infância sempre foi o brinquedo Lego. E ainda é. Guardo todos. Sonho em ver meus filhos brincando pela minha casa com eles. Não fui muito chegado em vídeo-game. Totalmente ao contrário do meu irmão. E desde pequenininho sempre gostei de música. Aos dez anos, meu irmão me apresentou a banda Sublime. E até hoje é a minha banda predileta. E não abro mão disso.
Bom, uma história que me marcou muito é uma passagem bem dolorosa. Eu tinha uma Caloi Cross vermelha. Isso com uns 6, 7 anos de idade. Sensacional a bicicleta. E o que era bom nela é que ela era bem pesada para pedalar, então ninguém queria ela. Pronto, ninguém me incomodava com isso. Mas enfim, vamos para a história. Toda a turma brincando de bicicleta na rua. Só crianças. Fomos entrar na garagem do meu prédio antigo, que era uma descida com o portão no final da descida. (entenderam?) Todo muito entrou e eu fui o último. Só que quando comecei a descer, o portão estava fechando, não ia dar tempo. Usei o freio, mesmo assim não ia segurar e senti que ia bater no portão. A primeira coisa que eu fiz foi botar meus pés no chão para frear mais. Só que eu estava de havaianas. (Lembram daquelas havaianas azul clara e branca, bem de pescador? Então...essa mesmo). Resultado: As havaianas arrebentaram e raspei meus dois pés no asfalto da entrada da garagem. Os pés ficaram em carne viva. Quase uma semana sem sair da cama por não conseguir andar. Lindo, né?
O mais alto: segundo da esquerda para direita

Um sonho
Tenho três. O primeiro é um sonho que todo mundo tem, claro. Ter uma vida tranquila com família e filhos. Sei que alguns de vocês se espantarão em o Guilherme Larsen falar de família e filhos, mas penso muito nisso. Não agora, claro. Cada coisa no seu tempo.
Segundo é subir o Cerro Aconcágua. Sempre gostei de montanhismo e escalada. Então esse é um objetivo que vou cumprir com a mais absoluta certeza. Me enfiar por um mês ao redor daqueles cerros e me sentir mais vivo ainda, que é assim que me sinto na montanha. E escutando a música Society do Eddie Vedder.
E o terceiro é me aposentar em uma chácara com vista para a Serra do Mar, onde eu possa acordar, abrir a sacada do meu quarto e ficar olhando a Serra da minha cama. Pronto! Não preciso de mais nada.
Nas alturas
Uma paixão
Pai e mãe. Mesmo depois de tudo que já passamos. Além dos meus amigos, cachorro, minhas histórias, e é isso...
Sua música predileta e uns versos que te emocionam
What I Got – do Sublime, óbvio…O verso que mais me emociona nessa música é o refrão mesmo. “Lovin´ is what I got, I said remember be that”... Precisa mais do que isso?
Ah, também gosto muito de um do Mário Quintana: “Minha vida pessoal não interessa nem a mim mesmo, quem dirá aos outros”. Bacana, né?
Qual característica da sua personalidade você mais gosta?
Não ter medo de arriscar. Demorei pra chegar nesse ponto. Por incrível que pareça, eu era muito tímido em certas ocasiões. Hoje sou muito menos, graças a Deus. Venci um pouco isso dando a cara a bater mesmo. Ué, pra que perder tempo? Ficar na dúvida? Não... Prefiro participar do show da minha vida do que ser um mero espectador.
Uma habilidade. Como descobriu ela?
Se virar em ocasiões diferentes. Aprendi isso morando fora algumas vezes. Mundo diferente, pessoas diferentes... e se vira nos 30... não é fácil, mas não é impossível. Tem que ter um controle da sua mente muito grande para não surtar. Talvez eu tenha surtado, não sei, mas venci nesse quesito.
Quais são seus principais gostos?
Música, praia (mesmo não sendo surfista), montanha, violão, leitura. E não dispenso um bom arroz, feijão carioquinha, bife à milanesa e batata frita. E a cervejinha, né, povo?! Faz parte do repertório.
Churrasco dos trainees organizado por Guilherme

 Fale um pouquinho da sua relação com Curitiba e Paraná
Melhor lugar do Brasil. A gente reclama daqui. Mas é só ir para outras cidades que já notamos a diferença. E o curitibano tem orgulho disso. O que eu gosto do Estado do Paraná é viajar de carro por ele. Tem cada canto que é maravilhoso. Principalmente ao entardecer ...Conheçam o CanyonGuartelá. Conheçam o Pico Paraná. Lugares do nosso lado e que ninguém dá bola, infelizmente.
Como você espera o futuro?
De muita luta, pedras no caminho, mas tem felicidade grande vindo por aí. Sempre bom pensar positivo, não é?
Uma mensagem para deixar para a posteridade e a prosperidade
Como diria Freddie Mercury, Show Must go On.... sempre, pessoal…o show tem que continuar. Não parem, nunca. Não se acomodem Vamos para frente... Sucesso para todos!
Outras considerações que você desejar
Valeu por conhecer todos vocês. E, mesmo com a turma separada, acredito que com o tempo as pessoas se encontram aí nos caminhos da vida. Podem apostar.

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