Uma História de Talento

Esta história começou para 37 jornalistas no dia 7 de fevereiro de 2011 e não tem previsão de acabar!
Uma "História Viva" que se construiu a cada dia, sempre vai deixar saudade e reuniu num mesmo endereço da rua Pedro Ivo, no centro de Curitiba, o eco de sotaques vindos do interior do Estado, Santa Catarina, São Paulo, Pará, Amapá, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Estes são os Talentos Jornalismo GRPCOM 2011

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Perfil de Talento - Gilson Garrett

O paranaense Gilson Garrett mistura alegria com inteligência, resultando em uma delícia de pessoa. Talvez seja, por isso, que esse talentoso jornalista encaixou super bem na editoria Bom Gourmet da Gazeta do Povo. Amante da palavra “sucesso” , ele acaba atraindo e construindo uma trajetória de glória.
Gilson é único e surpreendente! Acredite: ele já teve cabelos compridos e uma banda com uma única música.
“Rei das paixões”, Gilson também arrasa ao se autodefinir em um dos trechos desta entrevista concedida por e-mail. Ele conta sua história de forma super ilustrada.
Com serpentinas, confetes e purpurina, o blog Jornalistas de Talento recebe com orgulho nosso querido Gilson.



Porque você escolheu ser jornalista?
Na verdade esta história é bem engraçada porque eu SEMPRE fui ótimo em matemática, física, química e afins. Por outro lado ia super péssimo em português e redação. Minhas piores notas sempre eram nestas duas matérias ou em educação artística e física. Nisso você deve pensar, por quê não fez engenharia?? Por uma simples resposta: não trabalha diretamente com pessoas e eu sempre amei as pessoas, me relacionar, conhecer histórias, trocar ideias e ouvir opiniões diferentes. Além disso, sempre gostei muito de desafios, além de ter uma capacidade grande de memorização, qualidades essenciais para um jornalista. E para mim, escrever seria um enorme desafio. 
Conheci a profissão quando estava na sexta série, vi um Globo Repórter sobre o jornalismo e achei muito legal. Aí coloquei na cabeça, está aí, é isso que eu quero fazer, mas nunca soube exatamente o que um jornalista fazia. Na faculdade foi onde eu conheci 100% da profissão. Me apaixonei desde a primeira aula e sabia que estava no lugar certo. Hoje tenho cada vez mais certeza disso!
Com os pais
Conte sobre sua experiência na Gazeta?
Esta experiência está sendo única em toda a minha vida. Confesso que antes da Gazeta estava bem descontente com a profissão e até pensava em mudar de ramo. Já tinha experiência de 4 anos em assessoria e percebi que andava em círculos. Quando surgiu a oportunidade do trainee, agarrei com todas as forças. Estar lá é um sonho realizado. A cada dia levanto para ir até a Gazeta e não ao trabalho. Essa diferença é essencial para o resultado da minha produção e como eu encaro os desafios diários. Para mim, é uma grande brincadeira, mesmo com seriedade. Conheci um mundo jornalístico que parecia distante e se tornou realidade.
Chantilly de chantilly
E o Bom Gourmet?  
O Bom Gourmet me pegou totalmente de surpresa. Eu jamais imaginava que eu ia cair na primeira semana do rodízio prático do trainee na editoria. No começo fiquei pensando que iriam me apedrejar porque eu não tinha experiência alguma com jornalismo gastronômico. Mas como sempre gostei de desafios, peguei essa oportunidade com unhas e dentes e não largo mais. (risos)
Tenho a oportunidade de trabalhar com pessoas com muita experiência. Essas pessoas estimulam meu crescimento: Sabiam que eu não tinha muito conhecimento deste mundo, mas acreditaram na minha capacidade de aprender e. principalmente, na minha vontade.
Hoje posso dizer com toda a certeza que estou apaixonado pelo que faço e mais seguro quando vou para uma entrevista ou uma reunião de pauta. Sei que o que apreendi é 1% do que ainda posso apreender. Essa bagagem já faz toda a diferença. Minha expectativa é das melhores possíveis. Espaço para crescimento há e sempre vai ter, agora depende de ver o que o tempo vai dizer.
Karatê
Conte sobre uma história da sua infância.
Minha infância foi ótima! Nasci em uma cidadezinha chamada Bela Vista do Paraíso, no interior do Paraná, mas pouco me lembro dela. Moro em Curitiba desde os 5 anos de idade e fui o caçula de 4 filhos até os 18 anos, quando meu irmão mais novo chegou. Como o único menino, tive regalias dignas de rei. Sempre hiperativo e peralta, dei muito trabalho aos meus pais. Dois dos resultados estão na minha cara: um na bochecha, quando fui “vítima” aos 3 anos de idade da mordida do meu próprio cachorro e outra na testa quando bati na parede da casa da minha tia. Estava correndo, tropecei na cadeira e pimba: 5 pontos na testa!!!! Depois disso acalmei e fiquei quieto e CDF. Acho que é culpa da pancada na cabeça... (risos)
Um sonho
Muito deles, acredite se quiser, já foram realizados. Mas ainda falta conhecer New York, construir uma história, um legado, escrever um livro, casar (por quê não?), viajar para tantos outros lugares, a paz mundial (não quero ser miss), ver muita injustiça e preconceito acabar, o estado ser realmente laico. Enfim, se a gente parar de sonhar só porque realizou um sonho, a vida não tem sentido.
Um segredo
Se é segredo é segredo! Segredo de duas pessoas ou mais deixa de ser segredo!
Uma paixão
Uma só? Acho que sou meio rei das paixões. Me apaixono por muita gente e coisas. Digo não só a paixão sexual, o que também me apaixono fácil, mas a paixão pelo pai, mãe, irmãos, amigos, trabalho, platônicos e, claro, a Britney Spears!
Montagem realizada pelo talentoso Garrett


Sua música predileta e uns versos que te emocionam
Em relação a versos eu sou péssimo. Música predileta varia muito. Eu costumo brincar que tenho uma música para cada momento. No geral, gosto de músicas alegres e que estimulam meu dia. Aquela que atualmente tenho que ouvir mil vezes ao longo do dia é Commander da Kelly Rowland com o David Guetta. Acho que quero comandar algo, será? (risos)
Qual característica da sua personalidade você mais gosta?
Apesar de ser ariano, vivo de amor profundo, como diz a querida Daniela Mercury. (risos) Contrariando o signo também sou extremamente calmo, o que me ajuda em diversas situações. Acho que é essa caracterísca que eu mais gosto.
Uma habilidade. Como descobriu ela?
Cantar! Descobri a habilidade com o karaokê de casa e com uma banda que tive! Sim, tive uma banda e eu era o vocalista. Tinha bateria, baixo e duas guitarras. Durou cerca de 3 meses, fazíamos show de garagem na minha casa, mas infelizmente acabou. Motivo: só tínhamos uma música!
Quais são seus principais gostos?
Azul, Britney Spears, organização, música, filme, praia...
E sua experiência na França: como foi? o que mais gostou?
A passagem pela França foi única! Aconteceu de forma totalmente inesperada e achei que jamais sairia do país aos 20 anos. Foi uma grande lição que aprendi: quando você tem um sonho, corre atrás, ele se realiza. Passei cerca de um mês em uma cidade chama Compiègne, a 70 quilômetros de Paris, e a experiência me abriu os olhos para o mundo. Sabe quando você tem a sua rotina e acha que só aquilo existe e de repente tudo fica um grão de areia? Pois é, foi mais ou menos assim. Fui para estudar francês em um intercâmbio promovido pela PUC-PR. Era no último ano que eu podia participar e os escolhidos seriam por média das notas ao longo do curso. Fiquei em segundo lugar entre os 17 selecionados. Vi, conheci, comi, vivi o inusitado, o inesperado e o imprevisível. A maior lição que aprendi foi que por mais ideia que você tenha de algo ou lugar, nunca é a mesma coisa quando você conhece realmente, por isso, jamais julgue um livro pela capa e esteja aberto ao desconhecido, ele pode te surpreender e se tornar aquilo de melhor na sua vida. O que eu mais gostei? A Champs Élysées, a Torre Eiffel e as liquidações na rua Rivoli!
Como você espera o futuro?
Eu encaro o futuro numa boa. Na real, não penso muito nisso. Claro que planejo minha vida, mas deixo muitas coisas ao acaso. Vou buscando o caminho que quero, mas ao mesmo tempo me deixo levar pelos acontecimentos a minha volta e sempre me surpreendo. Meu único medo do futuro não é ficar velho, mas depender de alguém para fazer o trivial.
Uma mensagem para deixar para a posteridade e a prosperidade
Viva o hoje e aproveite cada oportunidade que lhe aparecer, mesmo que num primeiro momento lhe pareça estranho ou desconfortável. Com o passar do tempo vai perceber que foi a melhor escolha que fez!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Perfil de Talento - Fábio Cherubini

A receita de talento de Fábio Cherubini mistura dedicação com feedback. Fábio, após as aulas, sempre buscava um retorno dos mestres para ter uma direção no seu caminho de aprimoramento. A história desse jornalista passa pelos vizinhos Santa Catarina e Paraná.

Na Gazeta do Povo, Cherubini escreveu um tempo sobre tecnologia e economia. Logo depois, ele foi para o jovem caderno Gaz+. Em entrevista por e-mail, ele conta sobre experiências no trabalho com o público jovem, fala sobre seus gostos musicais e relembra como brincava na infância.

É com prazer que o blog Jornalistas de Talento abre sua cortina para o discreto e inteligente Fábio.


Porque você escolheu ser jornalista?
Escolhi ser jornalista lá pelos meus 13 anos, mais ou menos. Sempre gostei de ler gibis e revistas, e procurava o tempo todo acompanhar as novidades que saíam nos cinemas, na música e na televisão. Isso era o que me interessava na época e tinha vontade de trabalhar com isso. Sem contar que gostava bastante de escrever e era bom em redação.

Mas para ser bem sincero, uma coisa que me influenciou lá no começo era o fato de o jornalismo me parecer uma oportunidade de ganhar discos e entradas para shows de graça, além de poder viajar por aí e tratar a cada dia de um assunto diferente. Pode parecer engraçado – e é –, mas era bem assim que eu pensava... E isso sem considerar a ideia de que o jornalismo me livraria da monotonia dos escritórios.

Só que de lá para cá as coisas mudaram muito. Fui aumentando o meu interesse por outros temas e vendo que a profissão poderia trazer outras possibilidades de realização. Talvez pareça esquisito, mas tenho a sensação de que venho me tornando cada vez mais idealista, como se estivesse indo por um caminho inverso.

Sinceramente, acredito cada dia mais que nós, jornalistas, temos uma ferramenta muito forte nas mãos e que, por esse motivo, a nossa responsabilidade com a sociedade é bem grande. Penso muito nisso dentro e fora da redação, então procuro tratar ao máximo de temas que motivem entre os leitores o protagonismo, a auto-estima e o desejo de mudança. Não sou pessimista quanto ao presente ou ao futuro, mas acho que tem muita coisa errada no nosso mundo, e o papel que nós temos para melhorar as coisas é muito importante.

"Foto um pouco mais recente. Data de 2010, quando fui pro SWU, em Itu - o que explica o tamanho do telefone"

Como foi a experiência durante o trainee?
Poxa, foram tantos momentos, tantas emoções... Dentro do período em sala de aula (e lá se vai um ano!), o que mais me marcou foi a importância de valores como a persistência, a força de vontade, a perseverança e o esforço para alcançarmos as nossas conquistas, que são diárias. Além disso, foi muito gratificante ter participado do processo do trainee junto de gente tão talentosa. Acho que a nossa turma tinha ótimos profissionais e vejo bons horizontes para grande parte deles. Esse intercâmbio de ideias na turma e a relação de reciprocidade entre nós e os professores com certeza foram algumas das coisas que mais gostei naquele tempo.


Qual a importância do Gaz+ na sua vida?
O Gaz+ foi a segunda editoria em que fiquei por mais tempo dentro da Gazeta – a primeira foi a de Economia, com uma passagem de um mês. Desde julho fui contratado pelo caderno, que, até agora, está sendo uma oportunidade bem legal para mim. No Gaz, tenho bastante liberdade para sugerir pautas, escrever sobre vários assuntos – de tecnologia a música – e poder trabalhar o texto de um jeito mais solto. Tanto que não imagino outro lugar dentro do jornal em que não achariam esquisito escrever uma matéria sobre zumbis (!), o que de fato eu fiz logo na minha primeira semana de Gaz. Mas na verdade, acho que isso acaba sendo natural dentro caderno, já que ele é voltado para o público jovem.

Não fez ainda nem meio ano desde que fui contratado como repórter, mas já passei por experiências muito legais lá dentro. Pude conhecer o interior de Minas Gerais - uma região que sempre quis visitar -, assistir à Elza Soares e ao Jorge Ben Jor ao vivo, ir ao Criança Esperança e comer o salgadinho dos artistas, ver o show do Pearl Jam a trabalho e várias outras experiências.


Conte sobre uma história da sua infância.
Bom, essa não chega a ser bem uma história, mas quando era criança gostava muito de imaginar os meus próprios brinquedos. Era mais ou menos assim: em vez de brincar com robôs ou espadas, pegava o meu chinelo e imaginava que ele era alguma dessas coisas! No fim das contas, acho que isso era bom para mim, que alimentava a minha criatividade. E também para os meus pais, que gastavam pouco comigo. Para me divertir, nada que um chinelo e umas fitas de videogame não resolvessem...

"Já nessa eu estou dando um rolê com um dos meus carrinhos"
Um sonho
Conhecer o mundo.


Um segredo
Se eu contar vai deixar de ser segredo...

Uma paixão
Futebol... Brincadeira, essa foi a primeira coisa que me veio em mente. Gosto muito de música.

"Eu e a minha irmã, Vanessa, na praia, em algum momento perdido da nossa infância. Desde pequena, ela não largava de mim"
Sua música predileta e uns versos que te emocionam
Difícil de dizer. A cada semana escuto algo diferente – agora estou ouvindo dub, mas até semana passada o que tocava no meu MP3 era basicamente Hard Core clássico e Math Rock. Mas sem dúvida uma das músicas mais bonitas feitas até hoje, para mim, é a Ária na Corda Sol, de Johann Sebastian Bach. Gosto muito pelas diferentes sensações que passa, como se sentimentos dos mais distintos estivessem presentes nela: tristeza, amor, felicidade...

Quanto aos versos, não consigo lembrar de nenhum em especial, mas gosto muito do poema Ma Bohème, de Arthur Rimbaud, que não chega a ser bem uma música, mas está entre os meus versos favoritos. O poema é assim:

“Eu ia, os punhos nos meus bolsos furados;
Meu paletó também se tornava ideal;
Ia sob o céu, Musa! Eu te era leal;
Oh! lá lá! Quantos esplêndidos amores foram sonhados.

Minhas únicas calças tinham um largo remendo.
- Pequeno-Polegar sonhador, semeava na minha corrida
Rimas. A Ursa Maior me dava a acolhida.
- Minhas estrelas no céu sussurravam tremendo.

E eu as escutava, sentado à beira das estradas,
Nestas boas noites de setembro sentia gotas amadas
De orvalho na minha fronte, como de um vinho a canção;
Onde, rimando entre vultos fantásticos,

Como liras, eu puxava os elásticos
Dos meus sapatos feridos, um pé perto do meu coração!”

"Nessa foto eu apareço no colo da minha avó, Dinorá, curtindo um som em Tangará, cidade do Oeste de Santa Catarina. Deveria ser alguma coisa bem legal, provavelmente. No canto à direita está a minha tia, Jussara"

Fale um pouquinho sobre sua relação com o Paraná.
Foi no Paraná que eu nasci e vivi toda a minha vida. Gosto bastante do meu estado, mas ainda existem muitas cidades para conhecer. Até agora, a minha favorita é Curitiba, onde passei a infância e vivo nos dias de hoje. Daqui, gosto da Rua 15, do Largo da Ordem, do ônibus passando ao lado do cemitério da Água Verde, do brilho da água que sai do chafariz nos dias de sol, das feiras ao ar livre, das noites frias. Mas nem por isso não considero morar em outros lugares.

Qual característica da sua personalidade você mais gosta?
Perseverança.


Uma habilidade. Como descobriu ela?
Não sei, mas acho que sou bom em descobrir quais sabores de comida combinam entre si, como misturar palmito, champignon e provolone numa pizza ou sanduíche. Foi uma coisa que acabou surgindo naturalmente, já que não como carne e tenho que encontrar alternativas para manter a minha dieta vegetariana.


Quais são seus principais gostos
Gosto de ler, escrever, ouvir música, pensar, caminhar, sonhar, conversar, beber e sair com os meus amigos, conhecer novos lugares e pessoas, sentir a cidade. Sou uma pessoa bem urbana.


Um aprendizado especial de 2011:
Acredite em si mesmo e não crie grandes expectativas. Seja humilde: saiba do que você é capaz e até onde pode ir, e dê um passo de cada vez, nunca maior do que a própria perna. Para tudo tem o seu tempo.


Como você espera o futuro?
Melhor para todos.

"Essa foi tirada em agosto do ano passado. Só não ligue para o teto aparecendo"

Uma mensagem para deixar para a posteridade e a prosperidade:
Sejam insatisfeitos. Não achem que as coisas não podem ficar melhores, porque elas podem e devem. É só olhar a nossa volta e, principalmente, dentro de nós mesmos. Vivemos longe de um mundo ideal, com guerras, ódio, injustiça. Há muito trabalho pela frente para chegarmos ao ponto em que queremos, e o primeiro passo para isso é mudar a nós mesmos.