Uma História de Talento

Esta história começou para 37 jornalistas no dia 7 de fevereiro de 2011 e não tem previsão de acabar!
Uma "História Viva" que se construiu a cada dia, sempre vai deixar saudade e reuniu num mesmo endereço da rua Pedro Ivo, no centro de Curitiba, o eco de sotaques vindos do interior do Estado, Santa Catarina, São Paulo, Pará, Amapá, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Estes são os Talentos Jornalismo GRPCOM 2011

segunda-feira, 21 de março de 2011

Perfil de Talento - Derek

Sentado bem na frente, e no meio, da sala. Com uma bela dicção e um comportamento sempre atento às aulas: assim é o Derek.

Mas, como todas as pessoas, não é só essa faceta que compõe esse Talento. Na última semana, Derek mostrou ser um cantor sensível, amante de antigas canções.
Uma outra curiosidade é sobre seu nome - não convencional - Derek.  Seu pai, Jackson, fascinado por Fórmula 1, resolveu denominar o garoto com o nome do piloto inglês Derek Warwick, que era destaque no esporte em 1989 (ano do nascimento do futuro jornalista).
Bem-humorado, o xará do piloto de Fórmula 1, gosta de Fuscas e nos contou outras paixões por e-mail.  Acompanhe abaixo interessantes histórias desse talento de Ponta-Grossa e da primeira fila!

Quando você começou a cantar?
Não posso precisar o momento primeiro. Mas há um marco na minha "pequena história musical" que, acredito, tenha sido minha primeira apresentação em "público" (e também o primeiro pequeno constrangimento).
Devia ter uns seis ou sete anos. Estava no aniversário de um irmão do meu avô. Não lembro quantos anos ele fazia, mas lembro que, para acomodar a parentada, que não era pouca, a festa foi feita na oficina de lataria automotiva de um tio.
Um momento peculiar: pessoas alegres, conversando e tomando cerveja entre Fuscas, Brasílias e outros clássicos da indústria automotiva brasileira. Reparei que havia, ao lado da mesa, um microfone armado e um violão.
Meu primo ia cantar algumas "gauchescas", sem as quais não se faz uma boa festa de polacada. Aproveitei que o microfone estava ligado e apresentei ali, em "público", uma demanda trazida pela quase unanimidade das crianças que estavam na festa: "A que horas vão servir esse bolo? Já está escurecendo!". Falei alguma coisa assim.
Meu avô, vendo-me ali diante do microfone nem hesitou e gritou de longe: "canta o mexe-mexe pra gente aí!"
É isso mesmo, até para minha surpresa, cantei o "mexe-mexe" da dupla Leandro e Leonardo: aqueles versos super profundos e de cujo sentido, à época, tinha uma interpretação tão rasa quanto uma banheira de bebê. Quem me conhece hoje e fica sabendo dessa história se surpreende. Meu repertório mudou um pouco. (risadas)
 Sua música predileta e uns versos que te emocionam
Definir uma predileta é muito difícil. Mas vamos a uma que me arrepia ainda que a ouça tantas vezes quanto o ouvido suporta: "O inverno do meu tempo", composta pelo mestre Cartola e por Roberto Nascimento, e cantada, mansa e lindamente, pela Elizeth Cardoso: "Surge a alvorada / folhas a voar / e o inverno do meu tempo começa a brotar, a minar / e os sonhos do passado / no passado estão presentes / e o amor que não envelhece jamais...".
 Ainda não cheguei no inverno do meu tempo. Falta idade (mais humor). Mas quero chegar lá com tamanha serenidade e paz.
Um segredo:
Não é bem um segredo. É apenas algo que me incomoda e que não costumo publicizar: meu ouvido arde quando me chamam "Deréque", "Dériqui", "Derêqui", "Erick" e coisas mais estranhas como "Péricles" ou "Éres".
 Uma paixão:
Samba-canção! NÃO estou falando da cueca!
Refiro-me àquele samba de batida arrastada, melodia tristonha e letra passional, rasgada, como os de Lupicínio, Antônio Maria e Dolores Duran.
 Um sonho de sua infância:
Tinha o sonho de ser motorista de ônibus urbano em Ponta Grossa. Eu era simplesmente viciado em conhecer a cidade através das linhas de ônibus.


Porque você escolheu ser jornalista?
Ser comunicativo para mim nunca foi algo difícil. Some-se esta capacidade - ou melhor, esta inquietação - a outros dois elementos: vontade de desenvolver e aprimorar o espírito crítico e grande empatia para com o jornalismo (escrito, falado e televisionado) desde a infância, época da vida em que poderia ter, facilmente, dirigido maior atenção para outras coisas.
Ambas as coisas coexistiram e se tornavam evidentes quando se tratava de assuntos que envolviam o governo da minha cidade e demandas populares. Creio que é uma profissão pela qual é possível, sem ser - nem parecer - panfletarista, defender causas que ajudem as pessoas a se relacionarem melhor.
 Qual característica da sua personalidade você mais gosta?
A sensibilidade. Não é pieguice. Mas sim a capacidade de me incomodar com coisas que poderiam estar mais claras, mais bem resolvidas, mais justas, mais pluralmente decididas ou radicalmente refeitas.
Como você espera o futuro?
Uma grande satisfação profissional, à qual já adiciono a satisfação em termos de ter sido, ser e continuar sendo um bom cidadão, correto nas decisões, seguro nos pontos de vista e sempre aberto a outras e ricas opiniões dos outros. Além de estar rodeado de muitos e bons amigos - e fãs, é claro! Sem querer ser muito pretensioso.
Uma mensagem para deixar para a posteridade e a prosperidade:
Conveça-se... você vai aprender algo que não conhece a cada dia da sua vida, até o último em que dispuser de consciência... se não for assim, nunca saberá a que veio!

2 comentários:

  1. Maneira a entrevista..
    a próxima entrevistada tem que ser a Jô.. haha

    Bem legal o blog, sucesso ai.

    Abraços,

    Alexandre Ioppi Jr.

    ResponderExcluir
  2. Brigada, Junior! Pode deixar que capricheramos na entrevista da Jo!

    ResponderExcluir