Uma História de Talento

Esta história começou para 37 jornalistas no dia 7 de fevereiro de 2011 e não tem previsão de acabar!
Uma "História Viva" que se construiu a cada dia, sempre vai deixar saudade e reuniu num mesmo endereço da rua Pedro Ivo, no centro de Curitiba, o eco de sotaques vindos do interior do Estado, Santa Catarina, São Paulo, Pará, Amapá, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Estes são os Talentos Jornalismo GRPCOM 2011

domingo, 8 de janeiro de 2012

Perfil de Talento – Raquel Moraes

Raquel Moraes foi um dos talentos que mais se reinventou durante o trainee. Sempre sentada à frente, no lado esquerdo da sala, Raquel foi uma aluna dedicada em toda a parte teórica. Nos intervalos e almoços, andava em grupos e demonstrava sua alegria. Uma das marcas dessa talentosa é o sotaquinho, direto de Toledo, no Oeste do estado.
Atualmente, essa repórter linda enriquece a equipe da RPC TV Paranavaí.
Na entrevista abaixo, Raquel fala sobre teatro, viagem ao Egito e os desafios do trainee. É sempre uma delícia conversar com essa talentosa doce e transparente.
Com muita satisfação, o blog Jornalistas de Talento abre as cortinas pela primeira vez em 2012 para apresentar as histórias de Moraes.

Porque você escolheu ser jornalista?
Nunca consegui gostar de uma coisa só.  Queria algo em que eu pudesse estar sempre aprendendo. E, no jornalismo, é assim. Cada nova reportagem é um conhecimento a mais, mesmo que superficial.
Além disso, também carrego a ideia de que podemos fazer a diferença: não preciso mudar o mundo, mas se melhorar algo na comunidade que atuo, já me dou por satisfeita.
E, hoje, vejo que estou no caminho certo: não gosto de rotina e não gosto de trabalhar fechada em um escritório.  Gosto é de lidar com gente, da pressão do deadline, da adrelina do link, me divirto – quase sempre – com os empecilhos da rua. Não trocaria o calor de quase 40 graus nas ruas [em Paranavaí], pelo ar condicionado da redação!
Como foi a experiência do trainee?
Foi ótimo! As aulas teóricas foram puxadas, mas maravilhosas.  Ficaram as lembranças das poucas horas de sono, as pressões, o pavor do link na parte prática [risos] (literalmente, né?!).
Nossa... Hoje vejo como eu realmente precisava passar por tudo isso, porque aprendi muito sobre eu mesma. Para ser sincera, nunca me senti desafiada como no treino. Tanto o colégio, como a faculdade, sempre foi tudo tranquilo. O treino exigiu de mim o lado profissional, mas também muito do psicológico, posso dizer que sai fortalecida.  E claro, isso tudo teve a mãozinha de amigos que jamais vou esquecer. Aliás, esse foi um grande presente do treino, as amizades que permanecem.


Conte sobre o trabalho em Paranavaí.
Quando fui chamada para fazer o teste na última semana do treino já fiquei hiper feliz! E quando me ligaram propondo a vaga em Paranavaí, aceitei na hora... Realmente, como disse, várias vezes, eu gosto do interior. E outra, tenho total percepção de quanto tenho que ralar ainda, para ser a profissional que quero. E nada melhor do que começar em um lugar pequeno.  Toda a equipe me recebeu muito bem. Mas a ficha caiu mesmo quando entrei no carro da emissora no primeiro dia (4/7). Uma coisa é o treino. Outra é entrar naquele carro, olhar para o lado e ver que você não está acompanhando um repórter. Você é a repórter! Comentei isso com o cinegrafista e o auxiliar, e foi o suficiente para descontrair... Aliás, eu sou realmente uma pessoa de sorte, tenho uma equipe maravilhosa, gente que, como eu, gosta de ser feliz, não reclama de qualquer coisa, nem faz cara feia. Gosta do que faz. Aprendi e aprendo muito com eles. Realmente trabalhamos em equipe, trocando ideias sobre tudo. E isso com certeza foi e é muito importante para mim.  Passei a virada [2011/2012] de plantão, mas não dá para reclamar. Virei o ano fazendo a melhor coisa que me aconteceu esse ano! Uma curiosidade: O meu primeiro VT era sobre um padre bem velhinho que tinha uma história de milagre. Enfim, ele desistiu de falar: estava doente e fraco. Ou seja, minha primeira pauta: CAIU! [risos] Mas sabe o que aconteceu?!  O padre pediu para orarmos com ele, acredita? Demos as mãos, rezamos com ele e ele abençoou a equipe.
Conte sobre uma história da sua infância.
Bom, segundo meus pais, eu sempre fui uma tagarela, desde que aprendi a primeira palavra (que não foi papai, nem mamãe, foi batata [risos] não nego a descendência alemã).
Nasci e cresci em Toledo, sempre morando na mesma casa. Ahhhh... O que mais me lembro da infância mesmo era como eu era medrosa. Não podia ficar sozinha no escuro. Adorava ver o desenho do X-Men, mas durante a noite, sonhava com o Apocalíptica vindo me atacar... Chegava a dormir toda coberta mesmo no verão. Morrendo de calor, por achar que estava mais segura, qualquer barulho era motivo para espanto. Ainda bem que isso sumiu na adolescência...
Não tenho o que reclamar da minha infância. Tive a sorte de ter uma mãe que me deixava me sujar, subir em árvore, arrastar móveis pela casa para brincar, tirar as panelas da dispensa. Temos uma chácara também, então nas férias íamos para lá, eu dava comida para os animais, tomava banho de rio,  era divertido... Conheci shopping aos 12 anos.

Um sonho
Bem, tenho uma lista enorme de desejos para realizar. Mas sonho mesmo... acho que é daqui alguns bons e longos anos formar uma família unida, assim como meus pais conseguiram, porque vejo que isso é cada vez mais raro... E é a maior riqueza que tenho.



Um segredo
Hmm...sei lá... falo demais, acho que nem tenho segredos.


Uma paixão
Arte! Teatro, música, dança...  O q for! A arte faz as pessoas mais sensíveis ao que acontece ao redor. Mas mesmo que não tenha fim social algum, a arte deixa o mundo mais belo! Alguém dúvida? É só ver o que Vik Muniz faz com o lixo...


Sua música predileta e uns versos que te emocionam
A não tenho música predileta. Tem músicas que gosto só pelo instrumental mesmo, não pela poesia. Mas uma que me vem agora na cabeça é do Renato Russo, aquela que tem um trecho assim: “Se você quiser alguém em quem confiar /Confie em si mesmo / Quem acredita sempre alcança!”
Tive um grande amigo com uma voz maravilhosa que cantava muito bem essa música.


Qual característica da sua personalidade você mais gosta
Persistência. Desde criança ouvi do meu pai: “ou assume, ou some”.  Ou seja, se é para fazer algo que seja para dar o seu melhor, sempre.
Ahhh tem outra: eu sou feliz! [risos] Raramente alguém vai me ver de mau humor e estragando o dia dos outros.  Realmente não gosto de gente mal humorada.


Quais são seus principais gostos?
Bom... lá vai: sorvete, chimarrão, jump (ficar pulando naquela mini cama elástica... hahaha adoro!), natureza, U2, viajar, ler e música.


E o teatro? Como surgiu na sua vida? E o que representa para você?Apesar de falar bastante quando criança, na adolescência eu era quietinha e resolvi, com 12 anos, fazer teatro. Aprendi muito: enfrentar a plateia, trabalhar em equipe e valores como responsabilidade, disciplina, a ser pró-ativa. Jamais imaginei que o teatro me levaria tão longe. Realizei um dos itens da minha básica “lista de sonhos”: conheci o Egito em 2008, quando fui com o grupo de Toledo apresentar no XX Festival Internacional de Teatro do Cairo. Experiência única. 

E depois fui para Curitiba, e não parei... Entrei para o grupo da PUC e fiquei duas temporadas em cartaz com Miguilim. Peça que alguns colegas gente boa [risos] foram ver!


Como você espera o futuro?
Espero continuar feliz: me realizando a cada dia com o que eu faço e com as pessoas a minha volta. O que é nosso está reservado. É só se dedicar e acreditar.


Uma mensagem para deixar para a posteridade e a prosperidade
Tem uma frase linda:“Seja você a mudança que quer ver no mundo” (Gandhi).  Muitas vezes nos pegamos criticando atitude dos outros, reclamando dos problemas do mundo, mas não fazemos nada para mudar o que temos de ruim. Todas as pessoas têm algo para melhorar, mas é preciso dedicação e persistência. Gosto de lembrar dessa frase para não cair na hipocrisia: Como vou cobrar do outro se eu não dou conta de mudar o que só depende de mim?
Quer ver as pessoas mais educadas, sem preconceitos, mais determinadas, politizadas, pró-ativas?! Comece por você.
Outras considerações que você desejar
Quero agradecer a todos os colegas pelo tempo que passamos juntos, pela força e o carinho. 2011 foi um ano espetacular

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