Uma História de Talento

Esta história começou para 37 jornalistas no dia 7 de fevereiro de 2011 e não tem previsão de acabar!
Uma "História Viva" que se construiu a cada dia, sempre vai deixar saudade e reuniu num mesmo endereço da rua Pedro Ivo, no centro de Curitiba, o eco de sotaques vindos do interior do Estado, Santa Catarina, São Paulo, Pará, Amapá, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Estes são os Talentos Jornalismo GRPCOM 2011

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Perfil de Talento - Juliane Massaoka

Nossa talento-aniversariante é inteligente, doce e receptiva. Tem uns olhinhos puxadinhos...
Descendência nipônica e polonesa, mas com um sotaquinho francês. Uma mistura bem paranaense. Juliane Massaoka é a estrela deste perfil. Cheia de expectativas para um 2012 maravilhoso, nossa convidada para estar no palco do Jornalistas de Talento tem várias características de esperança e pensamentos positivos, inspiradores para o final de ano.
Essa talento respondeu o questionário via mail duas vezes. Isso mostra o empenho dessa jornalista, que confessou que dar entrevista é definitivamente mais complicado que fazer. Massaoka também é versátil: fez parte da turma que treinou na RPC TV, mas há mais de dois meses faz bonito no caderno Vida Universitária da Gazeta do Povo.
Juliane vai começar 2012 passeando pela França e com um novo desafio profissional: o Curso Abril. Boa sorte, Ju! Leve sua delicadeza e dedicação para encantar aqueles que conhecer no seu novo caminho. Nós talentosos colegas estaremos torcendo sempre por você.


Porque você escolheu ser jornalista?
Não sei ao certo quando escolhi essa profissão. Mas o que eu me lembro é de sempre me imaginar jornalista quando pensava no que queria ser quando crescesse. Acho que foi um pouco natural, sempre fui muito curiosa. Gostava também de histórias e de saber o porquê de tudo.
Depois a decisão foi amadurecendo e eu vi no jornalismo uma possibilidade de transformação social. Sempre acreditei que a informação e, principalmente, a comunicação são fundamentais para uma sociedade melhor.
Bem pequeninha

Como foi a experiência na RPC TV?
Foi maravilhosa. Uma oportunidade incrível e que valeu muito a pena. Lá tive contato com alguns dos melhores profissionais do jornalismo televisivo do Paraná, aprendi muito sobre o que ocorre nos bastidores, sobre todo o trabalho de produção e cuidados para colocar um jornal no ar. Além de toda a formação "técnica" (voz, imagem, texto) ficou a lição de que televisão é trabalho de equipe. Não se faz nada sozinho, cada um que participa tem extrema importância no resultado final. Como tínhamos que colocar um jornal no ar diariamente, viramos um verdadeiro time. A equipe de trainees se envolveu muito, todos faziam o máximo para conseguir o melhor resultado e pudemos contar com a experiência de alguns profissionais da empresa, que se esforçaram para fazer as melhores imagens, arranjaram tempo para elaborar infográficos e nos auxiliaram com reportagem, edição e apresentação. Ser avaliado diariamente também é muito positivo, pois das críticas surge a motivação para crescer e um norte para saber onde se esforçar mais. Assim, entendemos o que deve ser melhorado.
Fora essa questão do desenvolvimento profissional, estar dentro da maior rede de televisão do estado dá a real dimensão da importância desse veículo de comunicação. A televisão atinge um público muito grande e significa muito para este público. É incrível a quantidade de e-mails de gente que deposita na televisão a confiança em resolver seus problemas, que procura a televisão antes mesmo de algum representante do Governo. A forma como a maior parte da população trata os repórteres na rua, muitas vezes abrindo as portas da própria casa, é emocionante. Vivenciar isso nos torna ainda mais conscientes sobre a importância e a responsabilidade de se fazer jornalismo.
E como está sendo trabalhar com impresso na Gazeta do Povo? Está gostando?
Entrei na Gazeta em outubro e está sendo muito bom. Nunca tinha feito jornalismo impresso antes, então é bem desafiador. Fui super bem recebida por uma equipe ótima que me ajuda muito sempre e escrevo para o núcleo de Educação, que é um tema que gosto e considero importantíssimo. Aqui o ritmo é bem diferente da TV, o que eu estranhei um pouco. Por exemplo, quando o repórter recebe uma pauta na TV já vem com os nomes de todos os entrevistados, horários e locais de entrevista marcados. No jornal impresso não. Quem faz toda essa produção é o próprio repórter, o que dá um trabalho extra, mas é bem legal, pois permite mais autonomia nas matérias.
Formatura do Jardim III

Conte sobre uma história da sua infância.
Eu era uma criança bem certinha, meio nerd - como a maioria dos japas. Mas teve uma vez que eu causei uma certa confusão no colégio. Sem querer, claro! Estudava no Bom Jesus - como a maioria dos japas de Curitiba - e fui passar o recreio na capela, que na época ficava em outro bloco, um pouco afastado das salas de aula. Eu e mais duas amigas ficamos lá naquele lugar com cheiro de "solenidade" explorando tudo o que tinha. Vestes dos padres, sinos e imagens. Até que achamos um pacotinho com umas bolachinhas brancas e resolvemos experimentar. Elas eram horríveis, não tinham gosto de nada, o que fez a gente ficar com uma certa pena dos padres, de terem que comer aquilo. Enfim, continuamos lá um tempão falando mal das tais das bolachas (que um tempo depois descobriríamos se tratarem de hóstias) e mexendo em tudo.
Enquanto isso, o resto do colégio estava desesperado procurando pelas crianças desaparecidas, todos os seguranças tinham sido mobilizados para fazer um pente-fino no prédio e a polícia já tinha sido avisada. Mais um pouco eles iam considerar a hipótese de seqüestro, já que não passou pela cabeça de ninguém que uma criança com tantas estrelinhas no quadro da parede pudesse transgredir alguma norma. De fato, não foi de propósito, mas na capela não dava para escutar o sinal que marcava o fim do recreio e foi o maior bafafá quando descobriram a gente lá.
Apresentação de ballet no Teatro Guaíra
Conte histórias da sua família e fale sobre sua relação com o Japão e o mundo.
Sou descendente de japoneses por parte de mãe e de poloneses por parte de pai. O pai da minha mãe é japonês de verdade, nasceu lá e se mudou para o Brasil com uns cinco anos. Já a minha avó nasceu no Brasil um pouco depois de a família dela desembarcar em São Paulo. Eles vieram pra cá no começo da década de 30, com a mesma intenção da maioria dos imigrantes: melhorar de vida e voltar para o Japão. Por isso, durante a juventude não se preocuparam muito em "se misturar" com os brasileiros e, pelo que minha mãe conta, minha vó foi aprender a falar português depois de casada. Quando a minha mãe era nova, eles tinham as tradições japonesas bem fortes, todos os meus tios faziam aulas de japonês, o que gerava um certo preconceito dos coleguinhas. Depois, quando minha mãe casou com um brasileiro foi outra novela, ela foi praticamente deserdada.
Acho que por essas experiências ela preferiu que a minha educação e do meu irmão passasse longe de tudo isso. Meu irmão ainda fez umas aulas de japonês, mas quando eu era pequena, nem me considerava japonesa, não me enxergava assim. Depois, com o tempo e com o contato com meus avôs fui me interessando pela cultura, pela língua e, principalmente, pela culinária. E ao mesmo tempo meus avôs foram se "abrasileirando".  Então, hoje em dia, é tudo misturado. Até estudei dois anos de japonês, mas no último ano de faculdade não consegui conciliar e larguei. Ainda pretendo voltar a estudar e um dia ir para o Japão, conhecer o local e onde veio a minha família e, quem sabe, achar uns parentes por lá, mas só para turistar mesmo.
Quanto à parte polonesa não sei muito. Sei que a maior parte da família morava na Lapa, na região metropolitana de Curitiba - onde tem muitos polacos - e acho que meu avô paterno (ou talvez o bisavô) era polonês da Polônia mesmo. Mas como meus pais se separaram quando eu era bem nova e nunca mais tive contato com meu pai, perdi esse vínculo com o lado polaco da família.
Sobre a minha relação com o mundo, vou fazer minha primeira viagem internacional em janeiro! Vou passar o reveillon no avião e desembarcar em Paris para um curso de um mês, estou muito feliz e empolgada com a viagem.
Um sonho
Viajar pelo mundo.
Um segredo
Só uso os dedos indicadores pra digitar e olho para o teclado procurando as letras. Cato milho mesmo.
Uma paixão
A vida.
Sua música predileta e uns versos que te emocionam
Gosto muito de Chico Buarque, Los Hermanos, Strokes e U2. Vi que no blog várias pessoas responderam com músicas que gosto, então vou dizer uma que ninguém falou ainda: Can you read my mind, do The Killers. Não sou muito de ler poesia, mas uns versos bonitos são estes do Leminski: 'isso de querer/ser exatamente aquilo/que a gente é/ainda vai/nos levar além.'
Qual característica da sua personalidade você mais gosta?
O bom humor.
Como você espera o futuro?
Que seja lindo.
Aniversário de 6 anos
Uma mensagem para deixar para a posteridade e a prosperidade
Não sei quem é o verdadeiro autor desta frase, mas acredito muito que "devemos ser a mudança que queremos ver no mundo". É possível aprender com cada experiência, boa ou ruim, e conforme amadurecemos, torna-se mais capaz de se colocar no lugar do outro e compreender melhor as situações. Mas isso só tem valor a partir do momento em que resolvemos agir para tornar as coisas melhores.
Outras considerações que você desejar
Há alguns dias recebi a notícia de que fui aprovada no processo seletivo do Curso Abril de Jornalismo. Estou muito feliz e tenho certeza de que a participação no Talento Jornalismo GRPCom - com todos os colegas, professores e profissionais que já faziam parte da empresa - foi essencial para essa conquista. Os quatro meses de trainee foram maravilhosos e agradeço muito por ter conhecido cada um de vocês e por tudo o que a gente aprendeu juntos nesse período.
Agora é esperar que 2012 seja tão bom quanto, com a viagem para França e depois direto para Abril, em São Paulo.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Perfil de Talento - Guilherme Larsen

Guilherme Larsen pode ser um garoto a cantar funk. Mas essa é só uma breve impressão.
Ao conversar com ele e tornar amigo (o que não é difícil de acontecer), muitos outros Guilhermes vão sendo revelados. Dinâmico e divertido, Guilherme surpreende. Guilherme é pura alegria de criança com algumas pitadas de seriedade de adulto. É uma mistura autêntica e múltipla. E surpreende justamente por essa autenticidade. A alma leve é herança do menino espivetado.
Em entrevista online, ele conta seu novo desafio: sair da casa dos pais em Curitiba e trabalhar como produtor na RPC TV – Guarapuava, no centro-sul do Paraná. Ele fala da sua relação com a família e o jornalismo e comenta sobre algumas travessuras de menino.
“Vamos que vamos”, Guilherme, hoje o palco do Jornalistas de Talento é um Lego todinho seu.

Porque você escolheu ser jornalista?
Bom, essa pergunta não é muito difícil de responder. Apesar de ter começado por outro caminho. Cursei primeiro Administração de Empresas na PUC em 2004. Totalmente por não ter ideia alguma de que curso fazer. Logo no primeiro mês do curso veio aquela pergunta na cabeça: “O que que eu estou fazendo neste curso?”. Resolvi mudar. E decidi fazer jornalismo pelo exemplo que tive dentro de casa: Pai e mãe jornalistas. Minha mãe não atua mais na área, mas o papai, sim. E ele não larga o osso do que faz de jeito nenhum. È apaixonado pela profissão.
Aqui cabe um parênteses. Desde criancinha, tanto eu, como o meu irmão, éramos figuras presentes nos trabalhos do papai. Seja em redação de jornal, televisão ou assessoria de imprensa. Tenho muitas lembranças desta época. E sempre gostei de acompanhar ele no trabalho. Então foi mais ou menos por aí que comecei no jornalismo. 
Mãe e pai

Como foi a experiência na RPC TV?
Após quase seis meses do término do nosso trainee, agradeço muito a oportunidade que toda a nossa turma teve. Tivemos nossos percalços, claro. Mas valeu demais. E eu sempre gostei de conviver com gente diferente, de lugares diferentes. Isso é muito enriquecedor. A impressão nesse tempo de convivência com toda a turma é de que cada um tem uma personalidade muito forte. Cada um do seu jeito, estilo, com suas ideias, enfim. Talvez seja isso mesmo que o jornalismo precise: pessoas diferentes, nada da mesma coisa sempre.
Confesso que, antes do treino, nunca tive experiência em televisão, além da faculdade. Foi um mundo diferente para mim, mas gostei. E bastante. Agora vem um novo desafio pela frente. Vou passar um tempo na produção da RPC TV em Guarapuava. Estou muito contente e ansioso. E, como não poderia faltar, vamos que vamos, pessoal...
Conte sobre uma história da sua infância.
Que coisa linda que foi minha infância! Eu era um garoto “espivetado” (como me chama um jornalista das antigas aqui do Paraná). Não parava muito quieto em casa. Minha mãe e meu pai sempre me perdiam e ficavam loucos me procurando pelo bairro. Atravessava a rua sem olhar. Daí meus pais sabiam das minhas peripécias e davam umas palmadas em mim. Não que hoje muita coisa tenha mudado, mas pelo menos palmada na bunda não levei mais...
Minha grande paixão de infância sempre foi o brinquedo Lego. E ainda é. Guardo todos. Sonho em ver meus filhos brincando pela minha casa com eles. Não fui muito chegado em vídeo-game. Totalmente ao contrário do meu irmão. E desde pequenininho sempre gostei de música. Aos dez anos, meu irmão me apresentou a banda Sublime. E até hoje é a minha banda predileta. E não abro mão disso.
Bom, uma história que me marcou muito é uma passagem bem dolorosa. Eu tinha uma Caloi Cross vermelha. Isso com uns 6, 7 anos de idade. Sensacional a bicicleta. E o que era bom nela é que ela era bem pesada para pedalar, então ninguém queria ela. Pronto, ninguém me incomodava com isso. Mas enfim, vamos para a história. Toda a turma brincando de bicicleta na rua. Só crianças. Fomos entrar na garagem do meu prédio antigo, que era uma descida com o portão no final da descida. (entenderam?) Todo muito entrou e eu fui o último. Só que quando comecei a descer, o portão estava fechando, não ia dar tempo. Usei o freio, mesmo assim não ia segurar e senti que ia bater no portão. A primeira coisa que eu fiz foi botar meus pés no chão para frear mais. Só que eu estava de havaianas. (Lembram daquelas havaianas azul clara e branca, bem de pescador? Então...essa mesmo). Resultado: As havaianas arrebentaram e raspei meus dois pés no asfalto da entrada da garagem. Os pés ficaram em carne viva. Quase uma semana sem sair da cama por não conseguir andar. Lindo, né?
O mais alto: segundo da esquerda para direita

Um sonho
Tenho três. O primeiro é um sonho que todo mundo tem, claro. Ter uma vida tranquila com família e filhos. Sei que alguns de vocês se espantarão em o Guilherme Larsen falar de família e filhos, mas penso muito nisso. Não agora, claro. Cada coisa no seu tempo.
Segundo é subir o Cerro Aconcágua. Sempre gostei de montanhismo e escalada. Então esse é um objetivo que vou cumprir com a mais absoluta certeza. Me enfiar por um mês ao redor daqueles cerros e me sentir mais vivo ainda, que é assim que me sinto na montanha. E escutando a música Society do Eddie Vedder.
E o terceiro é me aposentar em uma chácara com vista para a Serra do Mar, onde eu possa acordar, abrir a sacada do meu quarto e ficar olhando a Serra da minha cama. Pronto! Não preciso de mais nada.
Nas alturas
Uma paixão
Pai e mãe. Mesmo depois de tudo que já passamos. Além dos meus amigos, cachorro, minhas histórias, e é isso...
Sua música predileta e uns versos que te emocionam
What I Got – do Sublime, óbvio…O verso que mais me emociona nessa música é o refrão mesmo. “Lovin´ is what I got, I said remember be that”... Precisa mais do que isso?
Ah, também gosto muito de um do Mário Quintana: “Minha vida pessoal não interessa nem a mim mesmo, quem dirá aos outros”. Bacana, né?
Qual característica da sua personalidade você mais gosta?
Não ter medo de arriscar. Demorei pra chegar nesse ponto. Por incrível que pareça, eu era muito tímido em certas ocasiões. Hoje sou muito menos, graças a Deus. Venci um pouco isso dando a cara a bater mesmo. Ué, pra que perder tempo? Ficar na dúvida? Não... Prefiro participar do show da minha vida do que ser um mero espectador.
Uma habilidade. Como descobriu ela?
Se virar em ocasiões diferentes. Aprendi isso morando fora algumas vezes. Mundo diferente, pessoas diferentes... e se vira nos 30... não é fácil, mas não é impossível. Tem que ter um controle da sua mente muito grande para não surtar. Talvez eu tenha surtado, não sei, mas venci nesse quesito.
Quais são seus principais gostos?
Música, praia (mesmo não sendo surfista), montanha, violão, leitura. E não dispenso um bom arroz, feijão carioquinha, bife à milanesa e batata frita. E a cervejinha, né, povo?! Faz parte do repertório.
Churrasco dos trainees organizado por Guilherme

 Fale um pouquinho da sua relação com Curitiba e Paraná
Melhor lugar do Brasil. A gente reclama daqui. Mas é só ir para outras cidades que já notamos a diferença. E o curitibano tem orgulho disso. O que eu gosto do Estado do Paraná é viajar de carro por ele. Tem cada canto que é maravilhoso. Principalmente ao entardecer ...Conheçam o CanyonGuartelá. Conheçam o Pico Paraná. Lugares do nosso lado e que ninguém dá bola, infelizmente.
Como você espera o futuro?
De muita luta, pedras no caminho, mas tem felicidade grande vindo por aí. Sempre bom pensar positivo, não é?
Uma mensagem para deixar para a posteridade e a prosperidade
Como diria Freddie Mercury, Show Must go On.... sempre, pessoal…o show tem que continuar. Não parem, nunca. Não se acomodem Vamos para frente... Sucesso para todos!
Outras considerações que você desejar
Valeu por conhecer todos vocês. E, mesmo com a turma separada, acredito que com o tempo as pessoas se encontram aí nos caminhos da vida. Podem apostar.